No escuro
Um dia ela acordou e estava tudo escuro. Não conseguia enxergar nada. Seu quarto, sua cama, seu nariz, nada.
Ao mesmo tempo em que pensou estar sonhando, sentiu uma preguiça absurda e só queria voltar a dormir. Olhou em volta, à procura de algum sinal que a fizesse entender o que estava acontecendo e não viu nada. De repente, percebeu que havia algo bem acima da sua cabeça: um buraco por onde entrava um pouco de luz. Bem pouco, somente o suficiente para ser percebido.
Estava quieta há algum tempo, e embora a situação parecesse perturbadora e aquela luzinha lá em cima convidasse a uma tentativa pelo menos, ela estava tranqüila e não queria sair dali.
De alguma forma sabia que o buraco lá em cima exigiria esforço para ser alcançado. E ela não queria nada. Não tinha vontade de nada. Não pensava em nada e isso a mantinha serena.
Sentia que o esforço a levaria a algum lugar, mas aquela situação a agradava. Não ouvia nada, não via ninguém, não precisava falar e nem fazer nenhum movimento. Aquilo seria o nada? Aquilo que ela desejava há tanto tempo? Aquilo que sua vida triste a fazia querer com todas as forças?
Pelo jeito, sim. E o melhor era ficar por ali, naquele buraco só dela.
Ao mesmo tempo em que pensou estar sonhando, sentiu uma preguiça absurda e só queria voltar a dormir. Olhou em volta, à procura de algum sinal que a fizesse entender o que estava acontecendo e não viu nada. De repente, percebeu que havia algo bem acima da sua cabeça: um buraco por onde entrava um pouco de luz. Bem pouco, somente o suficiente para ser percebido.
Estava quieta há algum tempo, e embora a situação parecesse perturbadora e aquela luzinha lá em cima convidasse a uma tentativa pelo menos, ela estava tranqüila e não queria sair dali.
De alguma forma sabia que o buraco lá em cima exigiria esforço para ser alcançado. E ela não queria nada. Não tinha vontade de nada. Não pensava em nada e isso a mantinha serena.
Sentia que o esforço a levaria a algum lugar, mas aquela situação a agradava. Não ouvia nada, não via ninguém, não precisava falar e nem fazer nenhum movimento. Aquilo seria o nada? Aquilo que ela desejava há tanto tempo? Aquilo que sua vida triste a fazia querer com todas as forças?
Pelo jeito, sim. E o melhor era ficar por ali, naquele buraco só dela.
janeiro 11th, 2007 at 22:43
Dani!
Entrei hoje, pela primeira vez, no seu blog. Você escreve muito bem, viu?! Gostei muito. Gostei da maneira simples e delicada como você expõe seus sentimentos. Vou passar por aqui sempre!
Um beijão