Ah, o paulistano.
Conheço algumas pessoas que sonham morar em São Paulo. Pessoas que nem imaginam a correria insana que é tudo por aqui, a quantidade de mal educados que existem e o saco que é estar cansado e ter que pegar duas, três conduções pra chegar em casa.
Ok. São Paulo é uma cidade legal, tem milhões de opções de restaurantes, programas culturais e baladas tuntch-tuntch de domingo a domingo. Eu gosto daqui, mas tem hora que o estresse é demais.
E o maior problema da cidade é exatamente o estressado. O paulistano, nascido aqui mesmo ou em qualquer lugar do Brasil ou do mundo. O cara pode ser lá do norte do Sergipe ou da fronteira com a Argentina, não importa. Chega aqui e vira paulistano.
Eu também sou, mas de naturalidade, não de comportamento, assim como diversas outras pessoas que conheço. Prefiro dizer que sou do interior.
Minha intenção não é ficar só metendo o pau em São Paulo, mas chamar a atenção ao que torna essa cidade um caos: as pessoas.
Paulistano que é paulistano é mal-educado, mau-humorado, porco, insensível, individualista, grosseiro, egocêntrico, bairrista.
Suas frases preferidas são: ‘que se foda’, ‘não quero nem saber’, ‘azar o dele’ e ‘só podia ser baiano’ (por ‘baiano’ entenda-se qualquer pessoa que venha do norte do país. Ou que tenha um sotaque nordestino, ou que faça qualquer coisa que o outro julgue ser estúpida, ou que trabalhe como porteiro de prédio, manobrista, empregada doméstica, pedreiro. Para o paulistano, é tudo baiano).
Paulistano que é paulistano joga lixo no chão. Mesmo que haja um cesto a meio metro. Mesmo que alguém esteja limpando a calçada, mesmo que não tenha nada caído no chão, mesmo sabendo que a próxima chuva alagará a cidade porque o lixo que ele joga entupirá os bueiros e um monte de gente ficará presa no trânsito.
Paulistano que é paulistano não respeita ninguém, passa por cima. Não está nem aí se a cidade é uma bosta por causa dele.
Não sabe pedir ‘por favor’ ou dizer ‘obrigado’. Não sabe esperar a sua vez e acha que os maiores problemas do mundo giram em torno do próprio umbigo.
Paulistano que é paulistano é assim, babaca por natureza.
abril 23rd, 2007 at 16:54
Dani, discordo. Acho que essas caracteristicas classificam o brasileiro de um modo geral, não só os paulistanos.
Mais discussões sobre esse tema só pessoalmente, numa mesa de bar, pra ficar bom!
Bjos
abril 23rd, 2007 at 18:33
Aceito nao morar aí desde que possa ir pelo menos mais de 2 vezes por ano, o q ta difícil!
(e os paulistanos que eu conheço sao todos fofos! acho q só conheço a elite entao! =P)
abril 23rd, 2007 at 23:04
Bom JJ,
Como nem sempre é possível acertar, nessa você errou feio.
E mesmo se isso fosse a regra, você sabe que (pelo menos) eu sou a exceção.
Mas tudo bem, ainda tá com muito crédito…
Beijos
abril 24th, 2007 at 1:25
Eu já vivi em sampa por 4 anos. E sempre q posso, passo por aí - para rever parte da família ou outros próximos. Meu filho nasceu aí, mas só olhando na certidão, pois ele é um carioca nato. Não é da gema, mas não digo infelizmente, pois, embora concorde com vc em parte, estou mais para o pensamento da Kelli - não só no Rio ou Sampa, mas até na Europa, q conheço (e, provavelmente, nos EEUU tb), essas características compõem o lado “podre” da população mais desprezível q coabita essa terra conosco.
Claro, vc está aí, e o q te assola são exatamente os paulistanos. Mas viver em qq outro lugar por um bocado de tempo faz a gente ver o (pouco) bom e o (muito) ruim q existe por aí.
Bjs