Mulher "Nova" o catso.
Detesto revista feminina que acha que mulher é burra. Que nos contentamos com pautas vazias após pagarmos R$9,90 por um exemplar. Que somos todas iguais. Que precisamos que alguém nos diga o que fazer ao levar um pé na bunda, como se os pés-nas-bundas fossem todos iguais. Que pintam os homens como estereótipos fixos. Que abordam temas como a primeira vez com 8º cara do mês. “Dou ou não dou?”, é ridículo. Fora que condenam as mulheres à moda antiga – não explicitamente, claro, mas dizendo que mulher que cozinha para o marido, passa mais de uma semana sem fazer hidratação no salão de um cabeleireiro de celebridades ou que comete o crime de fazer a própria sobrancelha é out, muito out. Só dando risada.
O problema é que há mulheres que se guiam por esses manuais de sobrevivência Tabajara.
Estava dando uma olhada naquela “Nova” (que eu não comprei, óbvio), que pra mim, é a pior de todas. Há, sim, alguns títulos mais interessantes e respeitáveis, mas “Nova” é dose. Juro por deus que na deste mês tinha um texto que ensinava a mulher a se virar sem absorvente, ao ser pega de surpresa pelo ‘sêo’ Chico (os leitores homens que me perdoem, mas “ensinar” a dobrar papel higiênico e colocar na calcinha me deixou perplexa). Como se isso fosse coisa que se ensine em revista. Fico até com medo de imaginar que tem mulher que não sabe de uma coisa dessas. Fora que as matérias são tão estúpidas que é difícil de acreditar que um jornalista sério perderia tempo em escrever tanta besteira. E o jeito que defendem que só tem sexo bom que espalha velas aromatizadas pelo quarto, usa lençóis de cetim vermelho, joga monte de coisas de geladeira numa só meleca sobre a cama e veste fantasias de bombeiro e gladiadora: esses sim são felizes.
Realmente, é de morrer de rir.