Tem dia que bate.
Já faz quase oito meses.
Quando bate, sinto um calor esquisito dentro de mim, como uma dor de estômago quente, que lateja, sobe pela garganta e quer sair em lágrimas. Embora a cada dia que passa ela pareça mais interna, sempre que vem dá mostras de que morará aqui por toda a minha vida.
Não tenho mais raiva ou frustração. Tenho saudade. Muita saudade. Inclusive, deve haver uma outra palavra pra definir isso, porque não é a simples saudade, que conhecemos naturalmente. É um negócio diferente e muito, muito mais intenso. Aquele sorriso que me fazia tão bem agora dói de um jeito tão profundo e distante, que às vezes sinto-me culpada por ter me acostumado. Por ter aceitado, por tê-lo deixado ir sozinho.
Aí, como se uma mão bem forte me pegasse pelos tornozelos e me puxasse de volta ao chão, à realidade, lembro que fiz tudo o que podia, e nosso destino era esse.
O mínimo que eu tenho que fazer é me acostumar e viver o que restou pra mim.
Com o que restou de mim.
maio 18th, 2007 at 20:22
ah, como sei…
maio 18th, 2007 at 23:46
E o que restou de você ainda é muito… como muito ainda será feito e alcançado por você.
Get up, stand up
Don’t give up the fight
I know it’s hard, but i know better you can do it.
Bjs
maio 19th, 2007 at 3:29
Sintam-se, pais, antes de tudo, grandemente honrados por lhes ter sido concedido o convívio com esse Espírito elevado. Tão elevado que bastaram uns poucos anos para deixar marcas tão profundas em todos nós. Sede bons, dêem-se de coração aos necessitados, e estareis seguros de reencontrá-lo, na hora de seu chamamento.
maio 20th, 2007 at 19:11
É… é o q nos resta… essa saudade com gosto de fel…
*suspiros*
=/
maio 21st, 2007 at 0:07
É EXATAMENTE assim que a gente se sente Dani. Essa sensação vai acontecer pra sempre, o que muda é o espaço de tempo entre uma “crise” e outra.
Penso que o que restou de vc, está vivendo muito bem, com tudo o que se tem pra viver.
maio 22nd, 2007 at 15:37
arre! o meu comentario nesse post era para o outro “17h10″
maio 23rd, 2007 at 16:07
É irmã, às vezes pesa mesmo… o peso aqui sufoca, imagina aí. Não, isso não se imagina. Só se sente. E, como sempre as palavras não servem de muita coisa, fica nosso pensamento positivo e a lembraça doce do campeão.
maio 25th, 2007 at 0:05
…lágrimas correm no meu rosto nesse momento!
Saudade da voz, da pele, do cheirinho, das gargalhadas, do ” tia Déééé, vem qui”…
Saudade!!!