Cidadania
Se eu fosse funcionária do Metrô jamais faria greve.
Pensaria no quanto meu salário é maior que o da maioria das pessoas que trafegam nos trens todos os dias e que cruzam a cidade pra ganhar R$380 no final do mês.
Pensaria nos hospitais cheios de doentes esperando pra ser atendidos, nos funcionários que não chegam pra fazer a triagem, nas enfermeiras presas entre duas estações, nos cidadãos também presos nos trens, que precisam levar os filhos ao hospital depois de esperar meses por uma consulta com o pediatra do SUS.
Pensaria na quantidade de problemas que eu causaria se resolvesse parar de trabalhar.
Pensaria no caos que é uma São Paulo parada.
Pensaria que em algum lugar sempre haverá alguém com um problema pior que o meu.
Pensaria na minha segurança… vai que uma passageira psicótica resolve arrancar a minha cabeça porque não consegue chegar à sua casa em São Caetano, em plena sexta-feira à noite?
junho 18th, 2007 at 20:03
hahahaha, acabei de ler um texto sobre o mesmo caos. e nao quero mais morar em SP, e estou feliz por levar meia hora pra cruzar a cidade de carro.
ah, mas continuo amando a cidade pra passear =D
e seu texto deveria ser impresso e distribuído no metrô.
junho 19th, 2007 at 2:02
Não tenho comentado, mas estou sempre lendo
junho 19th, 2007 at 13:23
no Canadá, no dia que fizeram greve, todas as categorias da cidade pararam no mesmo dia, então não teve aulas, orgãos publicos nao funcionaram, mas os onibus continuaram circulando normalmente, só que sem cobrar a passagem =)
Queria ver se o prefeito daqui não ia atender as reivindicações se os metroviarios liberassem a catraca apenas um dia
junho 26th, 2007 at 20:28
Deve ser por isso q o pessoal q trabalha nos guichês de aeroportos não faz greve. Eles já viram a sarna q arranjaram para eles se coçarem. E a culpa é dos sargentos. Rá…
=/