O que ficou é de papel
Ainda não posso com as fotos. Principalmente aquelas mais recentes, as últimas. A risada dele, os olhos, a alegria e a cara de serelepe malandro me fazem desabar de novo. Como quando achamos que estava tudo bem e descobrimos que a maldita tinha se recuperado e tomado o corpinho dele por completo: senti como aqueles caras que estão apanhando nos filmes, no chão, e que quando conseguem se levantar levam uma cadeirada nas costas que derruba-os com violência. De volta à estaca zero… É essa a sensação que tenho quando vejo uma foto dele, ou dele com a gente.
As mais antigas não me abalam tanto, talvez por terem sido feitas quando nem imaginávamos o que estava pra acontecer, quando nossa realidade nem de longe nos consumia. Quando fazíamos planos para o futuro, quando sonhávamos com as coisas que ele iria fazer. Quando fazíamos um monte de fotos e ampliações, planejando um mural lindo para nossa casa.
Já as mais recentes são tão lindas quanto terríveis, porque mostram um menininho tão alegre, tão cheio de vida que me dão vontade de desistir de tudo, porque aí percebo que por mais que eu queira, essa dor nunca sairá de mim.
Por outro lado, agradeço todos os dias por ter passado o tempo que passei com ele e ter sido tão importante em sua vida pra torná-lo um cara tão legal.
O luto é realmente ambíguo e confuso. Como uma depressão crônica.
Serão altos e baixos pra sempre e isso ainda me assusta…
Mas de uma coisa tenho certeza: viver agora tornou-se muito, muito mais simples.
julho 29th, 2007 at 21:01
a coisa com as fotos passa.
ja começaram a falar do dia dos pais, e ja comecei a ficar meio assim, mas eu sei q tb passa.
Bjoca!
julho 30th, 2007 at 13:56
Não há muito o que falar.
Ainda mais pra quem conviveu com ele, mesmo que de forma não tão próxima.
…
agosto 1st, 2007 at 4:38
Com a licença de Luis Felipe, o Marido:
“Amor, I love you”. Yes, I do.
Bjs
agosto 4th, 2007 at 20:28
Tb fica no peito…