Daqui a pouco faz uma semana que eu voltei e nada de escrever sobre minha viagem.
Bem, a vida anda (ou corre!) bem corrida aqui no escritório, e não tenho tido tempo nem pra ver o tempo passar, como costumava fazer. Claro que estou adorando isso, mas não consigo mais manter o blog atualizado, o que é uma pena.
Enfim. Estive em Buenos Aires no final de semana. Fui na sexta e voltei na segunda-feira de madrugada, direto para o trampo. Adorei o passeio e observei um monte de coisas interessantes que podem servir de dicas para quem pretende conhecer a terra de los hermanos. Aí vão!
- A cidade é muito bonita. As construções do centro, magníficas. Óbvio que há partes feias como em qualquer lugar, mas o centro histórico é muito bem conservado, cuidado, iluminado e tudo mais. Praças, prédios, monumentos, bares e restaurantes. Tudo lindo.
- Os motoristas parecem doidos ao volante. São agressivos e folgados e o trânsito é assustador. A todo momento um ônibus corta por algum lado. Em todos os táxis que andamos (muito baratos, por sinal) passamos um sufoquinho… Mas (pasmem!), são todos calmos como monges tibetanos em férias. Mal se ouve buzinas. Questionado sobre o porquê de não usarem esse acessório irritante num trânsito tão caótico, um taxista respondeu: “están todos acostumbrados!! Haha!”. Incrível.
- Como todo bom turista, fomos ao bairro da Recoleta. É lá que fica o cemitério onde a Evita Perón está ‘descansando’. Descobrimos isso só lá (dois relapsos em história mundial). Entramos no cemitério (que tem à porta uma agenda de visitações em três línguas) e percebemos uma coisa estranhíssima aos nossos hábitos brasileiros. Lá os caixões não são enterrados. Isso mesmo, eles são alojados dentro dos mausoléus e ficam assim, à vista de quem olhar pelas portinhas de vidro. Arrepiante e interessante. Fora que alguns túmulos parecem ser mais caros que os da família Matarazzo, que fica no cemitério da Consolação, em São Paulo. Valor é valor, cultura é cultura, ué. Outro detalhe é que, quem quiser conhecer o túmulo da Evita dará com a cara na porta se for até o mausoléu dos Perón, pois ela voltou para a própria família em seu descanso eterno, os Duarte. Brr.
- Nos hospedamos num hotel bem simples, no centro da cidade, próximo à Plaza de Mayo, ao Teatro Colón e ao Obelisco. Ao chegarmos, depois de ver que ele era bem mais simples do que o site pintava, vimos que o banheiro tinha uma banheira! Artigo chique aqui, lugar-comum em todos os hotéis no centro de Buenos Aires. Humpf.
- No Puerto Madero, outro ponto turístico da cidade (como o próprio nome diz, um antigo porto), o interessante são as máquinas e guindastes usados como detalhes da paisagem, propositadamente deixados ali para embelezar o lugar. Tem uma ponte móvel bem legal também, que se move para o lado quando passa algum barco. O estranho é que, toda high-tech, tem o funcionamento praticamente à manivela, operado por um homem que faz uma força enorme. Engraçado. E português…
- Tudo em Buenos Aires é over. A decoração dos bares, as roupas da mulherada, os cabelos e sapatos do povo, o laquê das senhoras e seus casacos de pele. A maquiagem, os out-doors (o Kassab faria loucuras lá), o botox…. tudo é over. Eu, na minha ignorância modística, fiquei pensando se eles são muito vanguardas ou cafonas mesmo.
- Como tem teatro em Buenos Aires! Em todo canto tem um. O interessante é que quase todos os cartazes anunciam peças de humor e quase todos mostram fotos de mulheres de baby-doll e fio-dental. Acho que não há peças por lá que não tenham mulheres peladas. Afe. Eu não acho mulher pelada engraçado…
- Fomos também ao bairro La Boca, onde tem o famoso ‘Caminito’. Fica no porto e é um bairro feio. Porém, lá a gente encontra um monte de bibelôs legais pra levar pra família, pequenas exposições de arte de artistas locais, feirinhas, e até um sósia do Maradona, que passa seus dias vestindo uma camisa da seleção argentina e tirando foto com os turistas. Mesmo com aquele cabelo.
- Por fim, aconselho as empanadas de carne, o café com leite e sorvete do Freddo, o bife de chorizo, o tiramisu de sobremesa… Ah… a comida lá é muito, muito boa.