Tragédia é o Ó.
Incrível como certos fatos que, de tão noticiados, não páram de acontecer e chocar, entristecer, enfurecer e indignar a gente.
Estava assistindo TV no sábado à tarde, quando entrou o plantão de notícias da Globo. Não aquele que dá pavor quando tocam a musiquinha, mas o outro, que rola entre um programa e outro. O jornalista começou falando de um acidente de carro que matou não-sei-quantos em Minas. Em seguida, um atropelamento de cinco pessoas durante um racha em Brasília. Depois, um engavetamento de 15 caminhões nos Estados Unidos. O Marido comentou: “Credo! Quando acidente, né?”. Eu ri porque tinha pensado exatamente a mesma coisa.
É impressionante como a direção dos ventos funciona na mídia. Logo após aquele acidente terrível em Santa Catarina, no qual morreram quase trinta pessoas, não pararam mais de pipocar acidentes e atropelamentos no noticiário. Como há um tempinho, em que a cada dia surgia mais um ataque de pit-bull e a gente tinha a impressão de que o chefe da cachorrada estava comandando, telepaticamente, um ataque em massa mundial. Ou há cerca de 1 mês, mais ou menos, quando de repente, diversas mães desesperadas começaram a tentar matar seus filhos recém-nascidos. Toda vez é assim. Acontece uma coisa que chama demais a atenção do público, e de repente todos os repórteres resolvem olhar para o mesmo lado, buscando espaço nos jornais.
Deus me livre. Parece até que ditam moda.