Década
Há uma década eu tinha 18 anos.
Acabara de me formar no colegial. Decidi não prestar vestibular porque não sabia o que realmente queria da vida e achava que minha formação de escola estadual não havia me preparado pra passar de primeira.
Há uma década comecei a sair com um cara que nem imaginava que viraria meu Marido.
Nessa década muita coisa aconteceu, claro, mas minha vida mudou como não mudou nos 18 anos anteriores. Pensando estatisticamente, foi uma década bem agitada.
Pela primeira vez na vida fui pular carnaval e descobri as alegrias dessa festa mundana.
Arrumei o primeiro emprego sério.
Aprendi o que é ficar puta com o chefe.
Dormi pela primeira vez na casa do namorado.
Conheci os melhores amigos do mundo.
Descobri a música.
Fui a ensaios de banda.
Viajei com amigos.
Pintei meu cabelo de vermelho-bombeiro.
Enchi a cara que nem gente.
Ganhei mais flexibilidade na hora de chegar em casa.
Criei meu primeiro e-mail.
Vi meus avós comemorarem 50 anos de casamento.
Passei a ser mais feminina.
Fui atriz de videoclipe.
Apanhei na rua.
Decidi o curso que queria fazer e entrei para a faculdade.
Aprontei até.
Fiz uma tatuagem.
Ganhei um emprego batendo papo numa mesa de bar.
Pulei do Skycoaster.
Fui pra Maromba.
Organizei um palanque de autoridades num desfile de 7 de Setembro.
Fiz um bate-volta ao Rio de Janeiro só pra passear pela praia com os amigos.
Quase entrei em coma alcoólico.
Conheci e entrevistei o Wando.
Tomei porre de Sapopara.
Cheguei em casa às 11h da manhã depois de ter saído pra balada numa noite de terça-feira.
Inventei um infarto pra minha avó pra poder fugir do trabalho e curtir uma festa.
Conheci o Morumbi.
Ri demais.
Fui ao Rock’n Rio ver o Oasis e o Neil Young.
Mandei muitos tomarem no cu.
Bati o carro do meu pai e o da minha mãe.
Engravidei.
Descobri o que é ser mãe.
Engordei 18 quilos.
Comecei a fazer terapia.
Casei.
Entrei para uma banda.
Montei a minha casa.
Voei pela primeira vez de avião.
Passei pela maior dor que uma mãe pode conceber.
Sofri demais e cresci mais ainda.
Percebi porque o amor é tão próximo da dor.
Desisti de me entregar e fui tentar refazer minha vida.
Conheci cada vez mais pessoas legais.
Refiz minha vida.
Viajei para Buenos Aires.
Li livros inesquecíveis e vi filmes incríveis.
Aprendi a fazer feijoada.
Descobri diversos talentos que nem imaginava que tinha.
Fiz minha plástica.
Passei a fazer planos.
Tudo (e muito mais coisas das quais não lembro agora) em dez anos.
E o mais bonito de tudo, tudo mesmo, é que continuo amando o mesmo homem… Isso sim é que é aventura pra contar.
janeiro 24th, 2008 at 16:30
Eu acho q vc já está pronta para evoluir de blog para livro, q tal?
Mais uma vez, parabéns! E pro sortudo aí do lado tb =D
beijos
janeiro 24th, 2008 at 21:19
Ah, tenho um monte de comentários dessa vez. Espero obter resposta tb.
Atriz de videoclipe??
Apanhou na rua??
Tattoo de que e onde? Nunca vi.
O que é Sapopara?
Conheci cada vez mais pessoas legais. Eu? =D
A feijoada eu ainda como viu?
Quero ver a foto da plástica, ja falei.
É só…
bjo
janeiro 26th, 2008 at 22:10
Cabelo vermelho bombeiro… Hahahahaha, cadê os melhores amigos do mundo para falar para você não fazer aquilo? Hein?? Porque irmã você não escutava mesmo… Hahahaa
ÔOO, eu volto, sabe né? E quero ser mais presente nos próximos 10 anos.
Te amo, sis
janeiro 28th, 2008 at 13:50
Ai, Dani…
É por essas e outras que você é meu modelo.
Te amo um monte.