Samambaia cega, surda e muda
O dia-a-dia social no trabalho é complicado… Tanto que posar de samambaia é ótimo de vez em quando.
Ó, não estou defendendo a passividade e muito menos a inércia profissional, tá?
Falo de fofoca mesmo.
Porque tem hora em que o melhor é ficar quieto. Mudo. Sem emitir opinião, mesmo que nossas intenções sejam as melhores possíveis (”opinião? O que é opinião?” Samambaia que é samambaia não sabe o que é isso. Aliás, quem já viu Samambaia contar história que atire a primeira pedra).
Também tem hora em que o negócio é fingir-se de cego, pra não vermos indiscrições que as pessoas, vez por outra, cometem (”ahn? o quê? nem vi!” Samambaia não tem olho).
Ou ainda aqueles momentos em que se fazer de surdo é, de longe, a melhor política. Se não dá pra deixar de ouvir, pelo menos reserve a memória pra coisas mais úteis, no melhor estilo “deixa pra lá” (às vezes ela parece até prestar atenção ao redor, mas repare bem. Ela só se balança pra lá e pra cá, não ouve nada e não tem cérebro - Samambaia não tem cérebro e não oferece perigo algum. Juro!).
Pra mim essa filosofia tem funcionado, e tenho tido a maravilhosa vantagem de manter-me alheia ao que não interessa. Samambaia total.
Bom senso é tudo, minha gente. Sempre, sempre.
março 4th, 2008 at 16:34
É mais sensato ser samambaia mesmo, mas deve dar agonia não opinar sobre as coisas.
Obrigada pelo Lisilinda, acho tão carinhoso!;)
março 11th, 2008 at 0:37
Aprender a manter uma distância saudável dos problemas alheios é uma arte! Preserva nossa saúde e dá espaço para uma avaliação mais criteriosa!
Braços!