Uma dose de Ócio ao dia
Há algum tempo sou adepta de uma filosofia que eu nem sabia que tinha nome, e muito menos que havia por aí outras pessoas que pensam de forma semelhante.
Esta semana li que um cara lá do Sul do país resolveu criar um clube para defender a idéia e suas boas repercussões pra quem busca qualidade de vida.
Tô falando do “Nadismo”, que eu singelamente chamava de “esvaziar a mente”.
De cara, o nome do bagulho faz rir, e ele é tão simples que dá mais vontade de rir ainda, pois quem toma conhecimento racha o bico e, debochando, reflete: “como não pensei nisso antes?”. Mas depois pensa mesmo.
Enfim. Pensar é o grande segredo, a religião dessa corrente. No entanto o negócio é pensar em nada. Isso mesmo: perder alguns minutos do seu dia (o cara que registrou a idéia antes de mim sugere 45) pensando em absolutamente nada pode contribuir para a diminuição do stress.
Claro que se puxarmos pelo stress e por todos os danos à saúde que ele provoca, seguir o Nadismo nada – com o perdão do trocadilho – mais é que cortar o mal pela raiz.
Não é preciso frequentar igrejas, reuniões semanais ou abdicar dos prazeres da vida para adotar essa filosofia. Basta ter como compromisso, uma vez ao dia, parar tudo o que estiver fazendo e fazer nada. Pensar em nada. Nada, nada, nada.

O FUNDADOR Marcelo Bohrer criou o clube, que tem como marca um cubo branco: vazio
Para praticar, reserve alguns minutos (quem sabe 45?) do seu dia para:
Esquecer os compromissos e curtir o momento sem pressa.
Não se preocupar com o certo ou o errado (o Nadismo não tem propósitos).
Privilegiar o silêncio (principalmente o interno) e a imobilidade.
Tentar não pensar produtivamente. Tentar não pensar em nada.
Garanto que faz bem.
março 6th, 2008 at 0:37
apesar de achar válido, desencanar um pouco dos problemas, acho completamente impossivel ficar sem pensar em nada.
prova disso, é q justamente antes de dormir, qd supostamente a mente deveria estar relaxando é quando mais pensamos em tudo.
março 11th, 2008 at 0:35
Será que ele não quer reinventar a meditação?
Braços!