Quando dizem que o governo é que tem que educar, algumas mães nada carentes ficam bem preguiçosas.
Vagão do metrô quase vazio. Dez pessoas no máximo, no sentido Vl. Madalena – Alto do Ipiranga.
Na Consolação entram uma mãe com a filha de uns 5 anos, com o uniforme de um dos colégios mais tradicionais (e caros) da cidade.
A menina corria pra lá e pra cá dentro do vagão em movimento. Subia pelos canos como uma macaquinha espoleta, ficava em pé nas cadeiras e pulava. Daquele jeito que deixaria um tombo uma delícia.
A mãe, preocupada, sentada e segurando a mochila da filha, falava:
- Laura, pára de correr.
- Não tô correndo.
- Laura, desce daí. (sempre no mesmo tom e sem se levantar da cadeira)
- Já tô descendo.
- Laura, não coloca os pés na cadeira.
- Não tô colocando.
- Laura, não corre.
- Não tô correndo.
- Laura, o maquinista vai parar o trem e te dar uma bronca.
- Pára mãe! Não vai, não!
- Laura, a moça (eu) vai te xingar. Desce da cadeira.
- Não vai, não, mãe!
- Laura, vai cair em cima do moço e ele vai brigar com você.
- Já levantei, mãe!
- Laura, você é impossível!
- Eeeeeeeeee!
Se a mãe soubesse que esse ‘impossível’ vai aumentar desesperadamente nos próximos anos, aprenderia que não são os outros que devem educar a filha dela.
abril 11th, 2008 at 15:53
Dani, eu tenho verdadeiro horror a essas coisas. Acho péssimo estar num restaurante comendo e crianças correndo atras de mim. Sempre olho de cara feia, e falo: num tem mae nao? As vezes de um jeito pra mae perceber. Mas minha mae diz pra eu nao falar nada pq vou pagar lingua.
abril 11th, 2008 at 23:13
Ela também foi educada desta forma. Descaso disfarçado de liberdade.
Uma pena ver uma criança crescendo assim…