“Comparece a vítima” neste blog pra relatar o dia chato que teve hoje
Por que será que, em geral, todo funcionário público tem cara de quem comeu laranja azeda quando atende as pessoas? Isso pra dispensar o palavrão que paira no meu cérebro. Serão os salários altos? Ou a estabilidade no emprego? Não entendo. Depois vou perguntar pro meu pai se ele também era assim quando atendia o povo na Vara do Trabalho lá da terrinha.
Acontece que hoje fui roubada dentro do ônibus, vindo para o trampo.O pilantra fedorento abriu minha bolsa, tirou minha carteira e o celular, fechou a bolsa de novo e sumiu. E eu não vi e nem senti. Só dei falta das minhas coisas quando cheguei na agência pra trabalhar. Graças aos céus ele não viu meu IPod nem minha câmera. (Hijodeputa)
Maravilha. Aí a pessoa tenta fazer BO pela internet e não consegue, aí perde um tempão na delegacia da esquina pra fazer um “BO de Investigação” (HAHAHA) que só vai servir pra…. bom, útil mesmo ele não será pra nada, já que é possível chegar no Poupatempo e simplesmente dizer que perdi os documentos pra tirar segunda-via de tudo. Além disso, o celular também é um item perfeitamente “perdível”. Enfim. Nem sei porque fiz a merda do BO, tendo que aguentar a cara de quem comeu laranja azeda (dispensando o palavrão de novo) da escrivã infeliz. Ah, dá licença! Por isso que quando meu pai vinha com a ladainha de que o ó é fazer concurso público eu sempre dizia: “Pai, não quero estabilidade, quero fazer algo que me dê prazer e realização. Se rolar grana, melhor”. Porque olha, estudar que nem doido, prestar concurso pra trabalhar por toda vida num escritório cheirando a mofo e registrando “furtos” – porque eles me corrigiram: não é roubo, é furto. Rá. Pra mim é violência em terceiro grau contra a minha liberdade individual – com cara de asno com câimbra, definitivamente, não é pra mim.
março 17th, 2009 at 15:48
Cuidado: fique de olho em latinos (sem preconceito!) nos ônibus. Um colega do meu filho foi assaltado descendo a Rebouças. Dias depois o celular do meu filho tocou no bus, também descendo a Rebouças, e ele percebeu que o celular tocava no bolso de um peruano que estava atrás dele. Para deixar papai ainda mais preocupado, meu garoto é do tipo que gosta de dar porrada; aí, já viu o que virou!
março 18th, 2009 at 3:08
Minha mãe me falava o mesmo. Com uma insistência que até me surpreendia. Falava pra fazer concurso pra “qualquer coisa” que depois eu podia mudar se aparecesse um emprego. Arrã.
Eu não fiz pelos mesmos motivos que você. Pode ser que um dia eu faça, mas trabalhar a vida toda nisso não dá.
E hoje eu e o Tuca tivemos um atendimento semelhante em um hospita.
março 18th, 2009 at 18:11
Bom… quer dizer, pouca coisa boa há, mas, ao menos, foi um furto e não um roubo - qdo vc poderia ter se machucado, dadas as características dos vermes q vivem disso. Quer dizer, é o q acho…
De resto, concordo plenamente com a inépcia do Estado e seu séquito. E tb não topei a carreira pública por motivos semelhantes aos seus.
Mas acho q tem gente boa trabalhando nas repartições públicas, sim. Só q não servem para atendimento, por não comerem laranja azeda.
Um beijo do Dag
março 24th, 2009 at 8:48
Hmmm…
Nem sempre, funcionário público é aquele ser mal humorado, atrás de um balcão, te olhando feio, como se vc estivesse incomodando… E, of course, nem sempre é um escritório cheirando a mofo….
Como em qualquer profissão, tem servidor público e tem servidor público. Bem e mal remunerado….
E, como em qualquer atividade, tem também servidor público que reclama, reclama…
Como diria o sábio Coronel Erasmo Dias, “cada caso é um caso”…
Beijos.