Sobre ser mãe
Acabei de ler uma entrevista interessantíssima da Maria Mariana, aquela, de “Confissões de Adolescente”. Ela acaba de lançar o livro “Confissões de Mãe” e tem revelado um perfil que admiro: o da mulher que não tem medo de dizer que veio ao mundo pra ser mãe, e assumir qualquer “conseqüência” por esse desejo, abrindo mão de fama, dinheiro, status ou posição profissional.
Acho isso mesmo.
E embora ela tenha dito algumas coisas com as quais não concordo (como o “amamenta quem merece” e “se a mulher parir naturalmente, será uma mãe melhor” - duas grandes bobagens), a essência da idéia, a maravilha que é ser mãe, foi o que ficou pra mim.
Hoje em dia eu trabalho pra caramba, divido as contas da casa com o Marido e sou quase independente financeiramente. Só não sou independente de tudo porque criamos um estilo de vida para dois, e esse estilo, como todos bem sabem, é mais caro que o “para um”. Enfim. Só que, embora pague metade das contas, sei o que é ser mãe e sou uma esposa à moda antiga, daquelas que adoram cozinhar, cuidar da casa e do marido e não vêem o menor problema em serem sustentadas por alguém que as ame.
(O problema, no fundo, é a base dos relacionamentos, que está cada dia mais fraca e instável. O meu não é assim, pois eu já sou mesmo fora do padrão, mas isso, hoje em dia, infelizmente é bem raro).
Preocupo-me seriamente com o momento em que resolver ter um filho novamente. Porque pra mim isso é questão de valor pessoal: filho tem que ser criado pela mãe. Ele tem que ser amparado pela mãe em todos os seus tropeções e ganhar um beijo da mãe a cada nova descoberta, ser cuidado com o carinho da mãe a cada resfriado e aprender a se alimentar sozinho sob a supervisão da mãe. Por isso, pra mim é extremamente difícil planejar o combo: ter um filho, tirar licença-maternidade de quatro meses e voltar a trabalhar – deixando-o num berçário ou escolinha que o valha – e voltar a trabalhar pra “ter a minha vida de volta” antes que completemos, pelo menos (e juntos), o tempo mínimo de amamentação. Além disso, só de imaginar que se eu seguir os atuais padrões familiares perderei as primeiras palavras e o primeiro cocô no vaso fico zonza de nervoso. Prefiro nem pensar.
Acho que as pessoas, em geral, deveriam ser mais sensíveis e pensar na família como prioridade máxima. Quem sabe, quando alguém como a Maria Mariana falar e as pessoas, além de ouvirem (ou reclamarem bastante, como tá rolando no twitter), refletirem seriamente sobre o assunto, alguma coisa mude…
Porque, sinceramente, eu tenho medo desse futuro-automático.
maio 13th, 2009 at 8:05
Admiro pessoas que tem essa capacidade de se realizar sendo mãe! Nunca fui mãe e não pretendo ser tão cedo, mas acho que esse modelo de vida não se aplicaria a minha vida! Mas cada um sabe de si, do melhor modelo de vida e de como conduzir determinadas decisões como ter um filho.
maio 15th, 2009 at 8:34
Moça, sobre esse assunto do post, vou te escrever um email… agora sobre outro assunto, tem convite pra vc lá no blog. Beijosss