Archive for the ‘AAAARGH@#$¨&*%!!!’ Category

For - COMPLETELY - Dummies

Depois de muito pensar, decidi o que fazer pra ficar rica logo. Vou escrever um manual “Cuidando da Casa – For Dummies para ensinar os homens (os casados, principalmente) a ajudar com os serviços domésticos. Quem sabe, de quebra, eles também passam a entender que as esposas não são seres mágicos que resolvem tudo com uma torcida de nariz.
NÓS TAMBÉM ficamos muito cansadas e de saco-cheio dessas tarefinhas tediosas, as quais, a rigor, não produzem nada além de cheiro de limpeza.

…….

Porque olha aqui meu amigo, trabalhar fora, manter a casa limpa, lavar e estender roupas, cozinhar de vez em quando, estar sempre ajeitadinha, de unhas feitas, cheirosa e disposta a receber pessoas em casa (sem aviso) e o que mais vier depois que o povo for embora não é mole não, malandro…

Ainda bem que somos uma forma de vida superior. Se não, o relacionamento homem-mulher seria impossível. Vejam bem: IMPOSSÍVEL.

Santa Eva.

Posted by DaniPassos on setembro 18th, 2009 2 Comments

Prezado Cliente

Sabe o que me deixa realmente PUTA? Ok, ok, alguns podem dizer que tudo me deixa fula da vida, que eu sou a rainha da reclamação, mas nada me deixa com mais vontade de sair por aí dando dentadas na parede do que ter que brigar, bater pé e telefone pra ter o que me é de direito.

Porra.

Tive o maior pau com certa fornecedora de telefonia. Cancelei uma linha e quatro meses depois ainda recebia contas pra pagar. Aí precisava ligar, esperar na linha, me irritar com as Patrícias Elaine, Brunas Heloísa e Helenas Desirrée da vida pra tentar ser atendida por alguém que efetivamente resolvesse alguma coisa – fora o fato de, nesse processo, perder um pouco da saúde e ganhar sintomas de síndrome do pânico – e poder pedir, encarecidamente, que fizessem a tal “análise da conta” e me liberassem do pagamento da CONTA QUE EU HAVIA CANCELADO MESES ANTES.

Acabei botando a imprensa no rolo (por vias perfeitamente legais e acessíveis a qualquer cidadão que leia jornal) e enfim a Telefonica, digo, empresa, resolveu atender meus pedidos e fazer a análise final da lista de contas que, pra eles, eu estava sem pagar.

Aí me ligaram pedindo desculpas pelo ocorrido, que havia um problema no sistema (sempre ele, o sistema do demônio), e que, assim como diria o @enteiajuda, “Tá tudo bem agora”.

A raiva passou, retirei a queixa do jornal e eis que recebo uma cartinha assim:

“Prezado(a) Cliente,

Queremos agradecer-lhe por utilizar os serviços da (…)

Conforme sua solicitação, analisamos os sistemas de rede, os equipamentos de tarifação e os lançamentos efetuados em sua conta telefônica e não identificamos qualquer anormalidade que pudesse gerar cobranças indevidas.

Entretanto, por valorizar o nosso relacionamento, vamos conceder excepcionalmente nesta conta o ressarcimento do valor cobrado conforme sua solicitação.

Atenciosamente,

(…)”

Hahaha. Em outras palavras:

“Prezado(a) Trouxa,

Queremos agradecer-lhe por utilizar os serviços da (…)

Você é a maior caloteira, mas nós somos tão legais que vamos perdoar sua dívida.

Beijão da Telefonica aê”

Eu mereço.

Posted by DaniPassos on agosto 21st, 2009 6 Comments

“Comparece a vítima” neste blog pra relatar o dia chato que teve hoje

Por que será que, em geral, todo funcionário público tem cara de quem comeu laranja azeda quando atende as pessoas? Isso pra dispensar o palavrão que paira no meu cérebro. Serão os salários altos? Ou a estabilidade no emprego? Não entendo. Depois vou perguntar pro meu pai se ele também era assim quando atendia o povo na Vara do Trabalho lá da terrinha.

Acontece que hoje fui roubada dentro do ônibus, vindo para o trampo.O pilantra fedorento abriu minha bolsa, tirou minha carteira e o celular, fechou a bolsa de novo e sumiu. E eu não vi e nem senti. Só dei falta das minhas coisas quando cheguei na agência pra trabalhar. Graças aos céus ele não viu meu IPod nem minha câmera. (Hijodeputa)

Maravilha. Aí a pessoa tenta fazer BO pela internet e não consegue, aí perde um tempão na delegacia da esquina pra fazer um “BO de Investigação” (HAHAHA) que só vai servir pra…. bom, útil mesmo ele não será pra nada, já que é possível chegar no Poupatempo e simplesmente dizer que perdi os documentos pra tirar segunda-via de tudo. Além disso, o celular também é um item perfeitamente “perdível”. Enfim. Nem sei porque fiz a merda do BO, tendo que aguentar a cara de quem comeu laranja azeda (dispensando o palavrão de novo) da escrivã infeliz. Ah, dá licença! Por isso que quando meu pai vinha com a ladainha de que o ó é fazer concurso público eu sempre dizia: “Pai, não quero estabilidade, quero fazer algo que me dê prazer e realização. Se rolar grana, melhor”. Porque olha, estudar que nem doido, prestar concurso pra trabalhar por toda vida num escritório cheirando a mofo e registrando “furtos” – porque eles me corrigiram: não é roubo, é furto. Rá. Pra mim é violência em terceiro grau contra a minha liberdade individual – com cara de asno com câimbra, definitivamente, não é pra mim.

Posted by DaniPassos on março 17th, 2009 4 Comments

E palmas pra idiotice televisiva

Mais um ano que vem e eu já sei de quase tudo o que rola no BBB9.

Isso é péssimo de um lado, mas genial de outro. O dia em que eu conhecer alguém capaz de bolar uma estratégia de marketing esmagadora como essa morro feliz.

É impressionante. Eu não vejo TV, não acompanho as chamadas da Globo e muito menos quero saber dessa bobajada, mas não dá pra ignorar. Todos os portais de notícias, todas as revistas semanais, todas as pessoas à minha volta falam nisso. E todo ano é a mesma coisa: eu decido solenemente virar as costas para o BBB, ele pula na minha frente como se fosse um pop-up (isso quando não é pop-up mesmo) e ao final da temporada eu sei o nome de todos os participantes idiotas, os vencedores de todas as provas idiotas e o ganhador do milionário prêmio mais idiota já inventado pelo mundo do entretenimento.

Haja saco.

(e vai texto sem links, porque não sou eu que vou aumentar a audiência dessa merda)

Posted by DaniPassos on janeiro 19th, 2009 2 Comments

Quem sabe explode e acaba?

Bem feito. Quem manda eu ter mania de acompanhar as notícias das celebridades? Hahaha. Eu devia era ter vergonha.

Eis que hoje descubro que a minha preferida - a Melancia - acaba de lançar um novo funk para, conforme a nota, “desancar as mulheres invejosas que a criticam“.

Eu não tenho inveja, tenho bom senso. E paúra. Deus me livre. Mas agora, torcendo para o mantra que ela vai colocar na boca do povo torne-se realidade, vou continuar falando mal dela.

“Eu sou muito boazinha
te ensinando,
não esquece:
quanto mais falar de mim,
mais a minha bunda cresce”

Vai, bunda. Vê se cresce, cresce bastante e explode. Aí essa anta some do mapa.

Posted by DaniPassos on dezembro 8th, 2008 3 Comments

Odeio barulho fora de hora

Tenho tido alguma dificuldade em dormir por esses dias. Primeiro porque, óbvio, é verão. E verão, pra mim, deveria ser só uma palavra no calendário. Nada de sol, bronze-pedreiro, stuffy days, suor, bichinhos voadores, cheiros acentuados e ar parado. Odeio passar calor.

Aí, se não bastasse o calor insuportável, minhas noites têm sido preenchidas com mais uma coisa que eu detesto: barulho. Odeio barulho, odeio tentar dormir precisando suprimir barulhos chatos e fora-de-hora do meu cérebro. Porque meu cérebro não desliga enquanto existe um zum-zum e isso é foda. Até tento abstrair e de vez em quando consigo (como quando o som rola até altas horas lá em casa), mas barulho chato não dá.

E barulho chato, meu amigo, é barulho de caminhão. Tá louco. E barulho de caminhão de lixo, manobrando, abrindo e fechando aquela bocona que engole as coisas, manobrando, acelerando, freando, dando ré, encostando pra dar tempo do lixeiro se pendurar de novo, tudo de madrugada. MADRUGADA. Duas horas da manhã pra mim é madrugada. Vou mandar uma carta pro prefeito. Onde já se viu? Calor e barulhão não dá.

Eu fico puta.

Posted by DaniPassos on novembro 4th, 2008 1 Comment

Bicho, isso tá me irritando.

Achei que a idéia do “clique-aqui-e-diga-o-que-achou” embaixo de cada post fosse algo interessante. Não é, e isso tá me irritando.
Prefiro SABER quem discorda de tudo o que eu digo e SABER quando curtem meus textos.

Porque aqui não há democracia anônima. Adoro assinaturas e admiro quem defende o próprio ponto de vista sem preguiça de comentar.


:))

Posted by DaniPassos on maio 13th, 2008 8 Comments

"Tenha um final de semana fofinho!"

Tem certas coisas que me dão ííírc da internet. Detesto o excesso de impessoalidade que ela provoca nas relações daqueles que não têm muita noção de cuidados e atenção com os amigos.
Tudo bem que o e-mail é hoje, sem dúvida, o meio de comunicação mais barato e rápido.
Só que acabou que as pessoas não ligam, não visitam, não procuram saber e acham que mantêm a minha amizade mandando um ppt besta uma vez por semana. Ou um ppt emocionante uma vez por semana. Ou um ppt de bom final de semana, ou um pptzinho de protesto, ou de arrecadação de dinheiro, ou ainda, um daqueles que disseminam terríveis (e às vezes tão estúpidas que… ah, deixa pra lá) lendas urbanas.

Eu, particularmente, ODEIO ppt. Por isso, peço aos amigos que, por favor, não me enviem ppts. Se quiserem alguns motivos, listo abaixo alguns bem básicos:
- tem ppt que trava a máquina e que não pode ser cancelado
- tem ppt que constrange a pessoa no trabalho
- tem ppt que constrange a pessoa em casa
- ppt é um ótimo disseminador de vírus
- ppt é um saco
- se você me mandar um e-mail pessoal me desejando bom final de semana, pode ter certeza de que acharei o ato muito mais nobre do que se me enviar (e pra mais um monte de gente) um ppt fofinho
- ppt fofinho irrita até monge tibetano
- eu não gosto de ver fotos de tragédias
- ppt é insuportável
- não preciso de montagem em ppt se quiser ver bizarrices na net, nem fotos do Himalaia, muito menos o pôr-do-sol no Havaí.


Finalmente, sabe aquele clássico “não custa nada tentar!” em ppts de sorte? E os de (brrr) corrente? Pois saibam que custa, sim.
Custa espaço, custa o tempo que vou levar excluindo a tranqueira da minha caixa de mensagens e pior: custa minha paciência, que, como podem observar, hoje não está lá essas coisas.

Parece que alguns amigos não me conhecem mesmo.
O problema maior, eu acho, é que pessoas com quem você gostaria de se relacionar de forma mais próxima, pessoas pra quem às vezes você telefona só pra saber como estão e pra ‘manter o contato’, resumem a amizade à troca periódica de ppts.

Comigo não, violão.

Posted by DaniPassos on março 24th, 2008 1 Comment

Haja paciência.

Em mais uma tentativa de conter os crimes na web, Projeto de Lei do deputado Eduardo Gomes prevê a punição com multa para o envio de e-mails não autorizados. De acordo com a proposta, os infratores pagarão até R$ 200 por cada mensagem eletrônica comercial não identificada ou mensagem não solicitada enviadas em desacordo com as exigências da Lei.

(fonte: Risk Report Weekly - http://www.riskreport.com.br/)

Ok.
Agora, será que ninguém nunca pensou em redigir uma lei que considera crime ligar para as casas das pessoas oferecendo serviços que elas não querem comprar?
Pra mim, telemarketing ativo é crime. Sinto-me invadida em minha privacidade quando alguém liga no meu celular pra tentar me convencer a mudar de operadora. Ou quando alguém liga na minha casa oferecendo cartão de banco. Ou assinatura de revista. Ou pedindo colaboração para ONGs.
Odeio isso. Não dou o número do meu celular pra qualquer um exatamente porque não quero que me liguem. Essa deveria ser a máxima a ser respeitada em empresas de call center. Basicamente, se quero que me telefonem, eu ofereço meu número.

(*) Dia desses me ligaram em casa, num sábado, às 9h da manhã. Eu estava dormindo e o telefone gritando. Atendi.
- Bom dia! Por favor a senhora Daniela Passos Figueiredo?
- Sou eu.
- Oi, senhora Daniela. Meu nome é Helena Desirée e sou representante da Blastercard. Estamos com uma promoção especial para a senhora, oferecendo um cartão mil e uma utilidades, que pode ser usado em qualquer estabelecimento autorizado.
- Mnham. Ahn.
- E é uma promoção superespecial. A senhora estará livre de anuidade para o resto da vida!
(aqui acho que ouvi aplausos ao fundo)
- Tá, mas não estou interessada. (com a paciência de quem foi arrancada da cama)
- A senhora poderá utiliza-lo em cinemas, teatros, para obter desconto em farmácias, assinatura de jornais e revistas….
- Tá, mas não estou interessada. (já sem a tal da paciência)
- E é sem anuidade. A senhora não pagará nada por ele.
- Tá, mas não estou interessada, amiga. (sem paciência e iniciando a fase cínica)
- Mas a senhora não pagará nada por ele! É de graça.
- Tá. (aí até levantei da cama de novo) Se é de graça, porque tá perdendo tanto tempo tentando me fazer assinar o cartão?
- … É que a senhora terá muitas vantagens ao usá-lo. A cada não-sei-quanto em compras, a senhora ganhará um bônus de tanto. Aí, acumulando trezentos-e-cinquenta-milhões de tantos, a senhora concorre a um mp3 novinho.
- Já tenho mp3. E não quero assinar o cartão.
- Mas mesmo com todas essas vantagens? É sem anuidade… Por que a senhora não quer assinar?
- Hahaha.

- É uma promoção pra clientes especiais.
- Ok. Cliente de quem?
- Da Blastercard.
- Mas eu não sou cliente! E nem quero ser cliente da Blastercard.
- Mas é bom ser. Tem várias vantagens, posto de gasolina…
- Não, obrigada. Vocês têm histórico de chamadas aí, não têm? (já puta, lembrando de todas as vezes que esse povo tapado me deixou com raiva)
- Temos, sim.
- Então, por favor, registre aí que eu não quero mais receber ligações da sua empresa, não quero assinar o seu cartão… como é mesmo o nome?
- Blastercard. O único sem anuidade…
- Blastercard! Pois é. Não quero assinar o Blastercard. Não quero promoção em farmácia, cinema, posto de gasolina e nada. Não queroooooo. Entendeu?
- Sim senhora. Obrigada, bom dia.

- Aff.

Juro que dois dias depois ligaram de novo. Aí TIVE que desligar na cara do Adalberto César antes de dizer um palavrão daqueles que deixam as mulheres parecendo machos peludos.

(*) narração alegórica de uma história real.

Posted by DaniPassos on janeiro 15th, 2008 No Comments

Carta aos idiotas que não têm vergonha na cara e insistem em mexer com as mulheres na rua

Prezado covarde filho d’uma égua cheia de berne.


Venho por meio desta expressar minha profunda indignação por existirem no mundo pessoas como você. Pessoas nojentas que me olham como se eu estivesse pelada, que me humilham com “elogios” extremamente grosseiros só pra fazer bonito perto da cambada que anda com vocês.

Não tenho paciência com a escória.

Realmente passa pela sua cabeça que esse tipo de desrespeito conquista uma mulher? Por favor, meu amigo. Só se for mulher das suas bandas, porque pra ter cacife pra me levar você teria que, no mínimo, nascer de novo. E mesmo assim, se o que é péssimo no seu modus operandi de ataque a qualquer fêmea que cruze seu caminho estiver enraizado no seu ser, nem nascendo de novo. Credo. Chega a me dar náuseas.

Saiba que eu odeio você. Odeio ser olhada por você. Odeio ser cantada, elogiada, bolinada, senti-lo puxar meu cabelo ou chegar perto do meu pescoço, aproveitando o anonimato da multidão que passa ou do povo concentrado num só lugar. Odeio.

Na verdade, se pudesse, mandaria-o para o inferno com um murro no meio da fuça. Só não mando porque você, essencialmente um grosseiro filho da puta, provavelmente baixará ainda mais o nível e ficará feio pra mim.

Por favor, saia de perto, não cruze e nem feche meu caminho na calçada. Não preciso disso pra saber o que sou ou não sou e sinceramente, não considero sua opinião. Guarde-a pra você e para aqueles que entendem a sua língua, tá bom?

Agradeço a compreensão e espero não ser incomodada novamente com sua cara nojenta e babona dirigindo-se a mim e dizendo asneira.


Sem mais,

Daniela

Posted by DaniPassos on outubro 24th, 2007 No Comments

A mulher mais chata do mundo sentou-se ao meu lado no restaurante hoje

Coincidência? Acho que não. Meu destino é que é um engraçadinho. Às vezes acho que ele sabe que eu tenho um blog e coloca bizarrices no meu caminho de propósito, só pra ver o que vou escrever sobre elas.


Estava almoçando no mesmo restaurante de sempre, perto do trabalho, a quilo, comida caseira, sussu, quando ela chegou, acompanhada de mais cinco pessoas. Deviam ser todos do mesmo escritório.
Sentou-se na ponta da mesa e com cuidado e a maior cara de inquisitora começou a mexer na comida que ela própria pôs no prato. Separou todas as porções e garfou um pouco de salada. Cheirou e colocou na boca. Entortou a cara feia, e de repente, uma infeliz garçonete desavisada passou. Ela pegou-a pelo braço e falou:

- Essa salada está horrível. Traga-me um prato pra eu separar do resto da comida, que eu espero que esteja decente.

A menina ficou branca e saiu. A mulher não mexeu no prato enquanto ela não voltou. Quando chegou, trouxe um pratinho e a outra jogou a salada nele, dizendo:
- Leve pra pesar porque eu não vou pagar por isso.
A garçonete, controlada como uma monja, respondeu:
- Sim senhora. A senhora pediu algo pra beber?
- Pedi um suco de laranja (e virando-se para os colegas, cínica). Mas aqui não tem suco de laranja, o único que eu gosto. Será que de limão tem?
- Tem sim senhora! Prefere açúcar ou adoçante?
- Açúcar. Odeio adoçante (disse isso dando ênfase ao ‘odeio’, virando para os colegas de novo, que conversavam entre si e não lhe davam a menor pelota).

Ela falava com a mocinha como se a outra tivesse culpa por ela ter dormido de calça jeans, e não se preocupava nem um pouco com a possibilidade de alguém aprontar alguma com seu suco na cozinha. E olha que ela era uma séria candidata a tomar suco com cuspe.

A garçonete saiu e ela começou a comer. Cheirava cada garfada, reclamava de uma coisa aqui, de muito sal ali, da fritura que tinha sido feita em óleo sujo (da qual ela se serviu porque quis – o restaurante é por quilo).

Juro. Cheirava cada garfada antes de colocar a comida na boca. Quase encostava o alimento no nariz e levava à boca, de cara feia o tempo todo.
Fiquei impressionada porque ela parecia achar que estava certa, que tinha o direito de se portar daquela maneira, como uma Cruela Cruel pobre.
Os outros da mesa não lhe dirigiam a palavra, mas ela parecia não se importar, dando uns pitacos na conversa de vez em quando.
Sabe aquelas pessoas que a gente convida só por educação “e aí, quem vai almoçar?”. Acho que era o caso e ela aceitou sair com a turma.

Ao final, pra melhorar ainda mais a impressão que eu tive (não que eu tenha algo a ver com isso, claro), ela limpou os dentes com o guardanapo.
Lindo.
Quase saí correndo da mesa pra vir aqui escrever.

Posted by DaniPassos on abril 19th, 2007 5 Comments

Curtinhas mal-humoradas


Quando fizerem bacalhau gratinado com purê de batata, tirem TODOS os espinhos do bicho.
Agradicida.

***

Quando forem tossir no restaurante, certifiquem-se de que eu não esteja por perto.
Agradicida.

***

Quando minha testa estiver franzida e uma nuvezinha cinza pairar sobre minha cabeça, não me dêem bom dia. Nem me chamem de ‘linda’.
Agradicida.

***

Se eu estiver de cara feia, nunca me perguntem se estou com fome. Minha cara de fome é outra.
Agradicida.

***

Lembrem-se sempre daquele ditado que diz: ‘não cutuque onça com vara curta’.
Agradicida.

Posted by DaniPassos on abril 17th, 2007 4 Comments

Boca de latrina

A maioria dos meus leitores me conhece pessoalmente e sabe que não falo (muito) palavrão. No entanto, defendo o uso de um bom e extenso vocabulário chulo em algumas ocasiões.
O que gritar quando se dá uma topada com o dedinho do pé na beira da cômoda? Ou quando se bate o cotovelo e dói tanto que dá até tontura? Nada mais relaxante que um bom “puta que o pariu”.
Ou quando alguém te conta uma fofoca muito interessante e inesperada. Falar “puxa, que legal”? Ou “noooossa…”?. Quê?? A melhor expressão para esses momentos é “caralhoooooo!!!”.
E quando a gente tá muito puto com alguém e esse alguém insiste em ficar tentando puxar conversa, ou mesmo provocar uma reação pra piorar as coisas? Um bom e sonoro “vai tomar no seu cu” cala qualquer boca. A não ser, é claro, que o cara seja grande e forte e brigão. Aí, as chances de se levar uma bordoada são enormes, mas deixa pra lá. O negócio é extravasar.
Hoje saí de casa, depois de um dia de molho por causa da gripe citada num dos posts abaixo, pra vir trabalhar. Chovia. E chuva no ABC não é qualquer chuva. É a chuva mais suja do mundo. Então, ia eu, de mochila na frente, sombrinha tímida e caminhando pela calçada. A rua era larga, e um rapaz filho de uma moça da vida, sozinho, porque não havia mais carros ao lado dele, fez questão de passar correndo sobre o rio de 3.000L de água suja que corria pela sarjeta. A água veio pra cima de mim como um tsunami, e só tive tempo de proteger a parte de cima do corpo com a sombrinha, porque nem pra onde correr eu tinha.
Raiva? Haha. Quase nada. Calça jeans molhada é tão agradável, não é? Ainda mais quando você está com gripe. E quando não pode nem voltar pra casa pra se trocar porque está atrasada. E quando se lembra que o Marido ofereceu carona até um ponto à frente onde o fato ocorreu, e você negou, obrigada, vou a pé mesmo.
O que dizer nesse momento? Ser politicamente correto numa hora dessas é impossível. Manter a pose de dama então…. Sorte dele que eu não tinha nada na mão pra jogar no carro.

Filho da puta.

Posted by DaniPassos on abril 5th, 2007 4 Comments

Ah, como sou engraçada.

Desencanei total. Estou feliz. Não consigo me agüentar de tanto rir. Tá dando cãimbra! A vida é uma festa, não é? É tudo bom, bonito e alegre. Sinto-me plena e realizada! Descobri que não há nada mais prazeroso que andar de metrô. O contato tão próximo com o povo faz eu me sentir como uma feliz candidata à vereança municipal. Acordar cedo faz bem para a pele. A falta de tempo é positiva, porque não dá pra pensar em coisas ruins, afinal, coco vazio é morada do diabo. Tudo é perfeito e doce e belo e etéreo. Como em um sonho. Não entendo porque há pessoas que reclamam da vida se tudo é tão lindo. Não há raiva, dor ou sofrimento. Não há maldade no mundo. Nem da gente, nem de Deus. Tristeza, então… O que é mesmo? Não há maus atos, não há conseqüências. Só realizações, vida boa. Mal me agüento de vontade de pular. Hahaha, hohoho.
1º de abril.

Tudo bem que hoje já é dia 2, mas tá valendo.

Posted by DaniPassos on abril 2nd, 2007 3 Comments

AHHHHHHHH

Às vezes tenho vontade de dizer umas verdades ao mundo. Coisas que não são boas de ouvir, mas que de algum jeito ajudarão as vítimas a, de alguma forma, fazer desse mundo um lugar melhor. E claro, farão um bem enorme à mim e à minha raiva diária, que às vezes precisa de um escape.
Pensei em algumas coisas que eu diria, mas que nunca falei, algumas porque não tive coragem e algumas porque minha mente equilibrada me segurou mesmo.

Ao mano que pinta o cabelo de loiro e que entra no metrô como se estivesse naqueles empurra-empurras das baladas hardcore.
“Meu amigo: se toca. Você não é um macaco pra ficar pulando em cima das pessoas. Em dois minutos passará outro trem e você poderá entrar. Você ocupa espaço e ninguém gosta de te sentir colado ao corpo como roupa. Seu hálito só sua namorada gosta, e mesmo que você me responda: ‘quer conforto, vai de avião’, você continuará sendo inconveniente e todos o olharão torto. Dou-lhe uma cotovelada na costela que você vai ver.”

À mocinha que joga água na calçada e no meu pé.
“Flor, será que você pode, por favor, virar essa porra de mangueira para o outro lado? Eu preciso passar e você pode lavar a calçada sem me molhar.”

À senhora obesa que teima em se encostar em mim na fila do banco cada vez que dou um passo em direção ao caixa.
“Dona madame, dá pra ficar mais pra trás? A senhora precisa ficar se encostando em mim a cada passo que eu dou? Calma, mulher! Você não vai chegar mais rápido por isso. A não ser que perca a vergonha de uma vez e pule no meu colo.”

Ao ser estúpido que quase me atropelou no posto de gasolina.
“Sua anta de cadarço cor-de-rosa. Posto é pra abastecer, não pra dar cambau no farol! E eu tô na calçada, não tá vendo? Claro que não, com esse vidro filmado com 95% de escuridão e falando ao celular é realmente complicado ver o que acontece à sua frente no trânsito. Aliás, você sabe o que são leis de trânsito?”

Ao síndico/dono-de-todas-as-coisas/proprietário e ditador absoluto do meu prédio.
“Meu senhor. Entendo que a senilidade atinge a todos e que deve ser complicado gerenciar seus negócios quando não é possível lembrar o que comeu pela manhã ou que é hora de tomar um dos seus 28 comprimidos do dia. E realmente, tratar com pessoas folgadas e chupinhas do seu bolso deve ser um saco. Mas olha só: eu pago pra morar lá. Pago o condomínio, o seu IPTU (embora eu ache um absurdo, porque eu não sou a proprietária) e todas as contas sobre os bens que utilizo. Então, tenho todo o direito e a razão máxima de reclamar de coisas como o cheiro ruim do hall do meu andar, das maçanetas que vez por outra saem na minha mão, do interfone que dá crepe, das torneiras que fazem barulho. Portanto, deixe de ser besta e pensar que me faz um favor e me dê descontos no aluguel a cada vez que tiver que arrumar alguma encrenca que a sua construtora armou no meu apartamento.”

Ao meu lado reclamão.
“Dani, querida. Não adianta explodir a cada vez que topa com pessoas desse tipo. Mantenha a serenidade, a superioridade e o equilíbrio frente a essas babaquices do dia-a-dia. Com certeza, você correrá menos risco de apanhar no coletivo, de tomar uma mangueirada d’água nas costas, um xingo baixaria que te fará corar na fila do banco e de desenvolver erupções cutâneas de raiva desse povo que compra a carteira de habilitação. Fora a gastrite que a impaciência com o síndico pode lhe causar. Poupe-se. A vida é muito mais que essa rotina chata que nos irrita todos os dias. Azar deles, que não sabem disso.”

Posted by DaniPassos on março 23rd, 2007 5 Comments