Archive for the ‘Ahn?’ Category

For - COMPLETELY - Dummies

Depois de muito pensar, decidi o que fazer pra ficar rica logo. Vou escrever um manual “Cuidando da Casa – For Dummies para ensinar os homens (os casados, principalmente) a ajudar com os serviços domésticos. Quem sabe, de quebra, eles também passam a entender que as esposas não são seres mágicos que resolvem tudo com uma torcida de nariz.
NÓS TAMBÉM ficamos muito cansadas e de saco-cheio dessas tarefinhas tediosas, as quais, a rigor, não produzem nada além de cheiro de limpeza.

…….

Porque olha aqui meu amigo, trabalhar fora, manter a casa limpa, lavar e estender roupas, cozinhar de vez em quando, estar sempre ajeitadinha, de unhas feitas, cheirosa e disposta a receber pessoas em casa (sem aviso) e o que mais vier depois que o povo for embora não é mole não, malandro…

Ainda bem que somos uma forma de vida superior. Se não, o relacionamento homem-mulher seria impossível. Vejam bem: IMPOSSÍVEL.

Santa Eva.

Posted by DaniPassos on setembro 18th, 2009 2 Comments

Prezado Cliente

Sabe o que me deixa realmente PUTA? Ok, ok, alguns podem dizer que tudo me deixa fula da vida, que eu sou a rainha da reclamação, mas nada me deixa com mais vontade de sair por aí dando dentadas na parede do que ter que brigar, bater pé e telefone pra ter o que me é de direito.

Porra.

Tive o maior pau com certa fornecedora de telefonia. Cancelei uma linha e quatro meses depois ainda recebia contas pra pagar. Aí precisava ligar, esperar na linha, me irritar com as Patrícias Elaine, Brunas Heloísa e Helenas Desirrée da vida pra tentar ser atendida por alguém que efetivamente resolvesse alguma coisa – fora o fato de, nesse processo, perder um pouco da saúde e ganhar sintomas de síndrome do pânico – e poder pedir, encarecidamente, que fizessem a tal “análise da conta” e me liberassem do pagamento da CONTA QUE EU HAVIA CANCELADO MESES ANTES.

Acabei botando a imprensa no rolo (por vias perfeitamente legais e acessíveis a qualquer cidadão que leia jornal) e enfim a Telefonica, digo, empresa, resolveu atender meus pedidos e fazer a análise final da lista de contas que, pra eles, eu estava sem pagar.

Aí me ligaram pedindo desculpas pelo ocorrido, que havia um problema no sistema (sempre ele, o sistema do demônio), e que, assim como diria o @enteiajuda, “Tá tudo bem agora”.

A raiva passou, retirei a queixa do jornal e eis que recebo uma cartinha assim:

“Prezado(a) Cliente,

Queremos agradecer-lhe por utilizar os serviços da (…)

Conforme sua solicitação, analisamos os sistemas de rede, os equipamentos de tarifação e os lançamentos efetuados em sua conta telefônica e não identificamos qualquer anormalidade que pudesse gerar cobranças indevidas.

Entretanto, por valorizar o nosso relacionamento, vamos conceder excepcionalmente nesta conta o ressarcimento do valor cobrado conforme sua solicitação.

Atenciosamente,

(…)”

Hahaha. Em outras palavras:

“Prezado(a) Trouxa,

Queremos agradecer-lhe por utilizar os serviços da (…)

Você é a maior caloteira, mas nós somos tão legais que vamos perdoar sua dívida.

Beijão da Telefonica aê”

Eu mereço.

Posted by DaniPassos on agosto 21st, 2009 6 Comments

Passarinho que acompanha morcego acorda de cabeça pra baixo

Dona Rolinha é uma moçoila prafrentex, animada, de bom papo e com muitos amigos que gostam dela.
Curte uma cervejinha gelada (várias, aliás) e é bem desinibida quando o assunto é ficar chapada. Às vezes abusa e passa mal, mas dificilmente dá trabalho pra galera.
O único porém na vida social da dona Rolinha é que ela insiste em tentar acompanhar seus amigos morcegões, que sempre a atraem para o perigo dos rasantes vôos noturnos no escuro e para as “tree parties”, nas quais eles normalmente se exibem com a habilidade de ficar de cabeça pra baixo e chapados ao mesmo tempo. Pior: o marido dela é um dos morcegões. Quem mandou querer sair da mesmice pombal e se aventurar com um ser tão mais forte, experiente e vivido na arte de dormir de cabeça pra baixo?

Enfim.

Eis que ontem, durante uma dessas “tree parties” que rolava lá no ninho do casal Morcego Professor e Morcega Prefiro-Chá-Verde, e contrariando todos o prenúncios de que ia acabar se dando mal – além dos avisos expressos do Morcego Marido, que observando-a na atividade, percebeu que estava indo longe demais – dona Rolinha quis acompanhar a gang e capotou.

Uma boniteza que só vendo.

Deu PT, ficou com as quatro rodas pra cima, tão chapada que não conseguia se levantar do sofá gostoso no qual desabou. Hora passa, passa outra e nada da Roleta se recompor pra voltar pra casa. Aí, percebendo que realmente estava na hora de voltar pro ninho da Antônio Bento, a muito custo dona Rolinha se levantou, apoiou-se no Morcego Marido e foi que foi pro elevador. Junto ainda estava o Morcego Fotógrafo, amigo deles.

Respirar dentro do elevador foi terrível, coitada, e ela só se preocupava com os impulsos involuntários que vinham do estômago pra garganta a cada respiração. 7º, 6º, 5º…. ufa, ufa, ufa… 2º, 1º “abre, abre, sai, sai”, e o Marido Morcego dizendo: “calma, Rolinha. Respira!”. O Morcego Fotógrafo na mesma conversa e a Rolinha suando frio no lobby do prédio. Até que não deu mais pra engolir os impulsos e a chapada, digo, dona Rolinha, “lavou o chão”. Lavou. Sujou tudo: o chão, a parede, o espelhão bonito que enfeita o local. Foi uma cena ridícula e eram duas da manhã.

Aí um pede socorro, outro segura o cabelo da Rolinha, o Morcego Professor desce e começa a cuidar da sujeira – aquele tipo de sujeira que cada um deve dar conta da sua, mas beleza. Dona Rolinha, recuperando-se e afundando num constrangimento sem tamanho, teve vontade de chorar e lavar o chão com cândida. E só não saiu correndo porque as pernas não respondiam tão rapidamente quanto ela queria.

E a noite acabou.

FIM

Posted by DaniPassos on fevereiro 18th, 2009 4 Comments

Sabendo de tudo um pouco. Mesmo que seja bem pouco.

Não é de hoje que eu não gosto de revistas femininas. Daquelas que pregam que a mulher tem que ser linda, magra, descolada, independente, auto-suficiente no sexo, conhecer todos os 38 pontos-G (inclusive aquele que fica entre o mindinho e o anelar), transar com o chefe no escritório e ainda saber de cor as cinco maneiras de convencer o bofe a topar o fio-terra.
É, não gosto mesmo.

O pior é que algumas dessas publicações fazem questão de passar uma “geral” em todos os assuntos possíveis – porque mulher alfa é mulher informada – e aí soltam umas pérolas lindas.

Michel Gondry é um cineasta francês, que tem entre suas produções aquele que é um dos melhores filmes que eu já vi: “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”, além de vídeo-clipes de nomes como Björk, Massive Attack, Radiohead, Chemical Brothers e Beck.

Segundo li na IstoÉ da semana passada, a última produção do Michel Gondry, Be Kind Rewind (quase que literalmente o aportuguesado “Rebobine, por favor”) é um filme que propõe uma volta ao filme analógico, ou melhor, ao tempo em que se fazia cinema como uma experiência coletiva. Como diz o próprio diretor “é claro que a internet conecta as pessoas, mas a comunicação é realmente diferente quando se está em contato. É importante sair de casa e encontrar as pessoas para fazer um filme”.

Eu já sabia um pouco sobre esse filme e estou interessadíssima em assistir. Aí, quando comprei a Marie Claire pra ler uma entrevista da Carla Bruni e um especial sobre a Madonna, deparei-me com a pérola:

“É uma sátira inteligente sobre pirataria”.

Ótima resposta pra um primeiro encontro, mulher. Antenadíssima.

Tem uma resenha boa aqui: Cinema em Cena

Posted by DaniPassos on dezembro 15th, 2008 No Comments

Aposto que isso era original

Às vezes penso que tem um monte de coisa no mundo que é senso comum, mas que é mentira. Mentiras confortáveis.
Assim: se falam que o segredo da chave é seguro, eu acredito. Mas fala pra mim, alguém já duvidou? Não é possível que se pegarmos a chave de casa e sairmos aí pelo mundo não encontremos outra porta em que ela sirva.
Entendem?

As coisas ‘são como são’ porque temos preguiça de questionar.

(!!!)

Não sei qual era a minha idéia quando comecei este post. Me perdi.
Mesmo assim, fica a idéia da chave, porque ela é profunda de alguma forma.

Posted by DaniPassos on maio 15th, 2008 5 Comments

O dia em que apaguei um post por causa de um comentário

Amigos,

Anteontem apaguei o post “Difícil, mas não impossível” por causa de um comentário meio estranho que recebi.

Pelo que percebi, a pessoa entendeu exatamente o CONTRÁRIO do que eu queria dizer, e isso me incomodou bastante por alguns motivos:

1. Pelo jeito, eu não soube me posicionar devidamente;
2. Pelo jeito, passei uma imagem completamente diversa do que sou;
3. Ao escrever um blog com as minhas impressões a respeito das coisas, não quero que entendam errado o que eu sou.
Enfim.

Só que depois me arrependi, porque do montão de gente que me visita aqui, essa foi a primeira vez que houve uma má interpretação, e por isso, entendi que o erro não estava no que escrevi, mas no que entendeu quem comentou.

A partir de hoje, gostaria muito que, ao invés de espinafrar, vocês leiam direito os textos. Se precisarem, dêem uma passada pelos mais antigos antes de me chamar de infeliz, ok?

E considerando que se eu mantenho um blog público a respeito do que penso do mundo, não tenho a menor intenção de mentir. Se um dia achar que devo, chega de blog.


Beijos

PS.: Só pra constar, hoje sou feliz como jamais imaginava que um dia seria. Os que me conhecem e sabem de toda a minha história hão de concordar que eu sou, sim, uma vencedora.

Posted by DaniPassos on abril 14th, 2008 8 Comments

Chifre em cabeça de cavalo

Em uma sociedade tão maldosa e preconceituosa como é a dos Estados Unidos, certas coisas são normais e até esperadas. Tsc, tsc.
Hoje vi uma nota sobre a “polêmica” causada pela foto de capa da última edição da Vogue, na qual figuram o jogador da NBA LeBron James e a top Gisele Bündchen.

O rolo é o seguinte: numa época em que os pêlos do povo americano estão arrepiados por causa da campanha presidencial, na qual é provável que seja eleito o primeiro presidente negro da história do país, a questão racial está mais do que inflamada. Aí, algumas organizações anti-racismo resolveram se manifestar contra a publicação, reclamando que enquanto o cara posa de uniforme, bola de basquete, cara de fúria esportiva e abraça uma Gisele linda (pra variar), maquiada e de vestido de festa, a imagem que a fotógrafa quer transmitir é a de um “King Kong que toma à força a garota branquinha”.

Acho, sinceramente, que isso é coisa de gente que tem o preconceito enraizado além da conta. Claro que não sou ignorante a ponto de não saber nada sobre a história americana e sobre o quanto os negros sofreram para conquistar o que têm hoje, mas acho que enquanto uma dor não é esquecida, é impossível dar um passo adiante.
Eu sou branca e não sei o que é sentir contra mim qualquer ação de preconceito racial e isso, aos olhos de alguns, pode parecer insensibilidade minha. Não é, e quem me conhece mesmo entende.

O que acredito, neste caso, é que quanto mais a gente procura problemas, mais eles aparecem e mais nos incomodam. Não há vida, não há sociedade sem problemas. Todo mundo se amando e se chamando de irmão – com pureza de sentimentos – é uma utopia mais do que burra, que só leva à decepção.

Não achei a foto nem um pouco racista. Se pensarmos bem, o que ela mostra? Um cara, jogador de basquete (da NBA, famosa mundialmente por suas ‘feras’ no esporte), fazendo cara de quem quer dizer “vem pegar a bola, que eu quero ver!” e a Gisele, uma das maiores top models do mundo, fazendo exatamente o que a profissão dela exige: posando sua beleza em um vestido assinado por um grande estilista.

O problema, assim como a arte, está nos olhos de quem vê.
Se a pose fosse diferente, como por exemplo, um de costas para o outro, alguém ia reclamar que isso representa as duas raças se dando as costas. Ou se ela estivesse em cima de um banco e se mostrasse maior que ele, o povo já ia falar que a intenção da fotógrafa é dizer que a raça ariana é superior. Ou até, se ele a pegasse no colo e desse um beijinho, teria gente dizendo que o negro está se rendendo ao seu maior inimigo, porque negro tem que ficar com negra e essa coisa de pegar branquinha é negar a raça.

O que estou querendo dizer é que, quando as pessoas insistem em ver chifre em cabeça de cavalo, fica bem difícil conversar.

Posted by DaniPassos on março 27th, 2008 3 Comments

Samambaia cega, surda e muda

O dia-a-dia social no trabalho é complicado… Tanto que posar de samambaia é ótimo de vez em quando.
Ó, não estou defendendo a passividade e muito menos a inércia profissional, tá?
Falo de fofoca mesmo.

Porque tem hora em que o melhor é ficar quieto. Mudo. Sem emitir opinião, mesmo que nossas intenções sejam as melhores possíveis (”opinião? O que é opinião?” Samambaia que é samambaia não sabe o que é isso. Aliás, quem já viu Samambaia contar história que atire a primeira pedra).

Também tem hora em que o negócio é fingir-se de cego, pra não vermos indiscrições que as pessoas, vez por outra, cometem (”ahn? o quê? nem vi!” Samambaia não tem olho).

Ou ainda aqueles momentos em que se fazer de surdo é, de longe, a melhor política. Se não dá pra deixar de ouvir, pelo menos reserve a memória pra coisas mais úteis, no melhor estilo “deixa pra lá” (às vezes ela parece até prestar atenção ao redor, mas repare bem. Ela só se balança pra lá e pra cá, não ouve nada e não tem cérebro - Samambaia não tem cérebro e não oferece perigo algum. Juro!).

Pra mim essa filosofia tem funcionado, e tenho tido a maravilhosa vantagem de manter-me alheia ao que não interessa. Samambaia total.

Bom senso é tudo, minha gente. Sempre, sempre.

Posted by DaniPassos on março 4th, 2008 2 Comments

Logística Divina

Não sei se acredito em Deus. Pelo menos nessa forma pop de barba.
Acredito que haja, sim, uma forma de luz espiritual que nos orienta a traçar os próprios destinos e guia nossa vida para que aprendamos cada vez mais em todas as vezes que passamos pela Terra.

Pra mim, o Deus que a maioria das pessoas cultua é o cara mais fodido do universo.
Como não?

Imagine que você é Deus.
Agora imagine que você passa os dias da sua eterna vida ouvindo clamores de ajuda, pedidos desesperados e solicitações inusitadas. Imagine também como fica sua cabeça assim, sem descanso. Deve doer pra burro e a irritação deve ser a principal característica da sua personalidade, aliada a uma dose estratosférica de mau-humor e ressaca de vodka sem fim.
Fora que além de todo esse trabalhão mental, você deve controlar a vida de bilhões de pessoas, orientando guias espirituais e anjos da guarda, além de ficar de olho em quem atrapalha seu serviço divino de cumprir com os destinos traçados. Por vezes erra, lamenta não ter dado a devida atenção a uma brincadeira inocente que acabou em morte, a uma pessoa que toma uma bala que não era para ela, a um garoto que faz uma escolha errada e acaba com tudo o que você havia planejado para o futuro dele.

Provavelmente, Deus tem um puta sistema de logística instalado nos computadores do céu. É muita gente, muita oportunidade, muito caminho diferente, muito pensamento, muita coisa errada, muita influência negativa, muita gente doida, muita cultura. É muito muito de tudo. Deve ser uma merda ter que controlar o mundo inteiro. Ele precisa lidar com um emaranhado de informações e particularidades tão complexo que tenho certeza de que o Homem não é um homem: é um cérebro do tamanho da Ásia.

Posted by DaniPassos on setembro 26th, 2007 No Comments

17h10

Sabe quando os olhos ficam tão pesados que parece que se os fecharmos cairemos imediatamente em sono profundo? Quando o bocejo começa a fazer eco pelo escritório? Quando os braços ficam mais pesados e a gente os planta sobre a mesa, mexendo só os dedos sobre o teclado? Quando a vista começa a embaçar, embaralhando a visão com a lubrificação do canal lacrimal, que funciona sem parar? Quando começamos a olhar para o relógio do computador a cada três minutos?
Quando tudo isso acontece ao mesmo tempo, sabemos que, graças a deus, já é sexta-feira.

(Yaaawn…)

Posted by DaniPassos on maio 18th, 2007 1 Comment

Troca de baba

Fico assustada com a quantidade de estímulos à banalização da intimidade que existem hoje.
Na televisão, nas revistas, nos programas para jovens, nas propagandas de guaraná. É horrível como a mídia tornou a intimidade uma negócio nada-demais, bobo, ao qual todos devem ter acesso.
Pensei em escrever esse texto ao assistir um trecho do programa ‘Beija Sapo’, da MTV. Gente do céu. Que tosqueira. Fiquei constrangida. Papos como “há quanto tempo você tá ‘na seca’?”, “quantas você já ‘pegou’numa balada?”, “tá todo mundo louco pra beijar!”, “pega e beija!”, insinuam que trocar fluidos bucais com uma pessoa que você nunca viu mais gorda, expor a individualidade e perder completamente o senso crítico são os novos valores da moçada.
Se eu tivesse 75 anos talvez minha opinião fosse meio out-of-time, tudo bem. Mas eu não tenho. Sou jovem, curto baladas e confesso: sempre fui do time das meninas difíceis. Daquelas que precisavam ser conquistadas, ouvir muuuuuuitos elogios e mesmo assim, podiam deixar os finalmentes (na minha inocência, falo de beijos) para outro dia, só pra ver se o cara estava determinado mesmo. Hoje estou casada e não me arrependo nem um pouco da minha lista pequena (que eu achava grande) de rolinhos e namoros. Aproveitei o que devia aproveitar, me arrependi de beijar alguns seres terríveis e fui aprendendo que minha boquinha só beija quem merece.
Hoje parece não existir mais isso. É um tal de “chega e beija” que deus-me-livre. Fora aquelas pessoas que beijam diversos numa noite só. Um troca-troca de baba que dá nojo só de imaginar. E as micaretas? Afe.
Beijo pra mim é intimidade. A Julia Roberts, uma prostituta (veja bem, prostituta) em “Uma Linda Mulher” dizia não beijar os clientes porque isso era um negócio muito íntimo. É mesmo, e nunca vai mudar.
A intimidade não deve ser dividida com os vizinhos, com todos os amigos da escola, com todas as meninas da festa. Intimidade é o que dá graça nos relacionamentos sérios. O conhecer de verdade, o saber do que o outro gosta ou não gosta, o olhar nos olhos e adivinhar um problema, o amar. Já pensou amar todo mundo? Se entregar pra qualquer um e nem perguntar o nome? Não consigo entender como esse povo consegue, e cada vez mais cedo.
Eu tinha 12 anos quando dei meu primeiro selinho. Aos 14, o primeiro beijo de língua, que achei nojento. Hoje a criançada beija de verdade com 9, 10 anos. Nem trocaram todos os dentes ainda e já estão trocando baba com o próximo.
Uma vez me contaram que numa balada com vários amigos e primos, a moçada resolveu fazer um campeonato pra ver quem beijava mais em menos tempo. Saíram contando: “um!”, “cinco!”, “treze!”.
Que nojo. Que falta de noção e amor-próprio.

Tá louco.

Posted by DaniPassos on abril 28th, 2007 3 Comments

Ainda bem que sou muito racional

Quem nunca teve vontade de sair de casa só com a roupa do corpo e sumir? Pegar carona na rodovia e ir parar no litoral mais longe que encontrasse? Assumir a identidade de Cigana Turmalina e ganhar a vida vendo a sorte dos outros, vendendo água de coco e sanduíche de alga afrodisíaca na praia? Ou encontrar um médico que fizesse aquele tratamento do filme “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”? Ou deitar no meio da linha do trem só pra ver como é a vida passar toda pela frente? Ou fazer voto de silêncio pelo resto da vida? Ou roubar o cartão de crédito da mãe e comprar uma passagem só de ida para Praga?

Eu já.

Posted by DaniPassos on março 29th, 2007 2 Comments

Coisas nas quais perco tempo pensando.

Se pudéssemos prever o futuro e saber em que conseqüências resultariam nossas escolhas, tenho certeza de que a vida seria muito mais simples.

Mas também sem graça nenhuma…

Posted by DaniPassos on fevereiro 13th, 2007 No Comments

Questionamento existencial do dia

É possível ser solitário sem ser sozinho?

Posted by DaniPassos on novembro 21st, 2006 4 Comments

FRASE DO DIA

“Alguns homens amam tanto suas mulheres, que para não gastá-las, preferem usar as dos outros.”
Autoria de Raphael Moreno-Jambo

Posted by DaniPassos on junho 27th, 2006 No Comments