Archive for the ‘Burrice’ Category

E palmas pra idiotice televisiva

Mais um ano que vem e eu já sei de quase tudo o que rola no BBB9.

Isso é péssimo de um lado, mas genial de outro. O dia em que eu conhecer alguém capaz de bolar uma estratégia de marketing esmagadora como essa morro feliz.

É impressionante. Eu não vejo TV, não acompanho as chamadas da Globo e muito menos quero saber dessa bobajada, mas não dá pra ignorar. Todos os portais de notícias, todas as revistas semanais, todas as pessoas à minha volta falam nisso. E todo ano é a mesma coisa: eu decido solenemente virar as costas para o BBB, ele pula na minha frente como se fosse um pop-up (isso quando não é pop-up mesmo) e ao final da temporada eu sei o nome de todos os participantes idiotas, os vencedores de todas as provas idiotas e o ganhador do milionário prêmio mais idiota já inventado pelo mundo do entretenimento.

Haja saco.

(e vai texto sem links, porque não sou eu que vou aumentar a audiência dessa merda)

Posted by DaniPassos on janeiro 19th, 2009 2 Comments

Fofoca

A fofoca consiste no ato de se fazer afirmações não baseadas em fatos concretos, especulando em relação à vida alheia. “É o mais desprezível dos vícios; pois, por não poder influenciar o espírito e o caráter dos sábios, rasteja como uma serpente venenosa e refugia-se na alma dos fracos, tolos e ociosos”. (desculpe-me o autor, não consegui confirmar quem disse isso).

Pra mim, fofoca é, de longe, a pior prática da humanidade.
Ela corrói, maltrata, magoa, fode com a vida das pessoas - normalmente, os ‘assuntos’ - e elimina o que há de verdade nas coisas, gerando desde simples mal-entendidos até assassinatos e suicídios.

Estranho, portanto, é que mesmo sabendo das conseqüências, ainda haja pessoas que pratiquem esse tipo de coisa nojenta. E pior, ainda se escondem atrás de uma fina cortina de sinceridade, que se bobear, rasga que nem papel velho só com um sopro.

Que coisa triste.

Posted by DaniPassos on junho 11th, 2008 1 Comment

The point of no return

inacreditável
i.na.cre.di.tá.vel
adj (in+acreditável) 1 Que não é acreditável, que não merece crédito; incrível. 2 Que ultrapassa os limites da credibilidade; espantoso, surpreendente.

egoísmo
e.go.ís.mo
sm (ego3+ismo) 1 Qualidade de egoísta. 2 Amor exclusivo de sua pessoa e de seus interesses. 3 Conjunto de propensões ou instintos adaptados à conservação do indivíduo. 4 Comodismo. Antôn (acepções 1, 2 e 3): altruísmo; (acepção 4): abnegação.

mentira
men.ti.ra
sf (lat mentita, com dissimilação) 1 Ato de mentir; afirmação contrária à verdade, engano propositado. 2 Hábito de mentir. 3 Engano da alma, engano dos sentidos, falsa persuasão, juízo falso. 4 Erro, ilusão, vaidade. 5 Fábula, ficção. 6 O mesmo que leuconiquia. Antôn (acepções 1, 3 e 4): verdade; (acepção 5): realidade. M. de rabo e cabeça: grande mentira. M. inocente: dita sem o propósito de prejudicar. M. oficiosa: dita a alguém, sem prejuízo de terceiro, e só para lhe causar prazer ou utilidade.

difamação
di.fa.ma.ção
sf (lat diffamatione) 1 Ação ou efeito de difamar; calúnia, detração. 2 Perda de boa fama; descrédito.

calúnia
ca.lú.nia
sf (lat calumnia) 1 Imputação falsa, que ofenda a reputação, crédito ou honra de alguém. 2 Difamação infundada. 3 Grupo dos caluniadores.

exclusão
ex.clu.são
sf (lat exclusione) 1 Ato ou efeito de excluir. 2 Pessoa ou coisa excluída. 3 Arit Método especial de resolução de certos problemas numéricos, que consiste em excluir sucessivamente todos os números que não resolvem o problema, até chegar ao que o resolve. 4 Exceção. 5 Reprovação. Antôn: inclusão.

crueldade
cru.el.da.de
sf (lat crudelitate) 1 Qualidade do que é cruel. 2 Ato cruel. 3 Rigor excessivo. 4 Barbaridade, desumanidade.

inconseqüência
in.con.se.qüên.cia
sf (lat inconsequentia) 1 Falta de conseqüência. 2 Incongruência. 3 Inconexão. 4 Contradição. 5 Ilação que não se contém nas premissas.

maledicência
ma.le.di.cên.cia
sf (lat maledicentia) 1 Qualidade de maledicente. 2 Ato ou efeito de dizer mal; murmuração. 3 Os maldizentes.

infâmia
in.fâ.mia
sf (lat infamia) 1 Ato ou dito infame. 2 Ação vergonhosa. 3 Perda da fama ou do crédito. 4 Vergonha, torpeza. I. de direito: a que a lei faz recair sobre quem comete certos delitos. I. de fato: a que é conseqüência de ação infame.

absurdo
ab.sur.do
adj (lat absurdu) 1 Contrário e oposto à razão, ao bom senso: “Como uma absurda borboleta que pousasse as suas cores bem na ponta de um punhal” (Cassiano Ricardo). 2 Falso. 3 Despropositado, tolo. Antôn (acepções 1 e 3): sensato, lógico. sm 1 Coisa absurda. 2 Asneira, dislate, disparate, inépcia, tolice. 3 Filos O que é contrário à razão.

Posted by DaniPassos on abril 22nd, 2008 5 Comments

Quando dizem que o governo é que tem que educar, algumas mães nada carentes ficam bem preguiçosas.

Vagão do metrô quase vazio. Dez pessoas no máximo, no sentido Vl. Madalena – Alto do Ipiranga.
Na Consolação entram uma mãe com a filha de uns 5 anos, com o uniforme de um dos colégios mais tradicionais (e caros) da cidade.

A menina corria pra lá e pra cá dentro do vagão em movimento. Subia pelos canos como uma macaquinha espoleta, ficava em pé nas cadeiras e pulava. Daquele jeito que deixaria um tombo uma delícia.
A mãe, preocupada, sentada e segurando a mochila da filha, falava:
- Laura, pára de correr.
- Não tô correndo.
- Laura, desce daí.
(sempre no mesmo tom e sem se levantar da cadeira)
- Já tô descendo.
- Laura, não coloca os pés na cadeira.
- Não tô colocando.
- Laura, não corre.
- Não tô correndo.
- Laura, o maquinista vai parar o trem e te dar uma bronca.
- Pára mãe! Não vai, não!
- Laura, a moça
(eu) vai te xingar. Desce da cadeira.
- Não vai, não, mãe!
- Laura, vai cair em cima do moço e ele vai brigar com você.
- Já levantei, mãe!
- Laura, você é impossível!
- Eeeeeeeeee!


Se a mãe soubesse que esse ‘impossível’ vai aumentar desesperadamente nos próximos anos, aprenderia que não são os outros que devem educar a filha dela.

Posted by DaniPassos on abril 11th, 2008 2 Comments

Tapa não ensina

Tem certas coisas que eu não tolero, não adianta.
Violência contra criança eu não tolero. E nem venha me dizer que são só “tapinhas”, porque É VIOLÊNCIA. Na boa, tenho vontade de matar quem eu vejo fazendo isso.
Há diversas formas de se fazer entender, diversas formas de ensinar, de mostrar à criança que algo é errado e de punir. Definitivamente, bater não é educação, é negligência dos pais.

Imagine o novo funcionário de uma empresa. Ele tem um monte de coisas pra aprender e precisa se adaptar ao novo meio social. Já pensou se o chefe resolve “dar uns tapinhas” a cada vez que ele fizer algo fora dos padrões da empresa? Ou “dar um tapinha” pra fazê-lo aprender a pesquisar os arquivos na rede? Ou mesmo “dar uns tapas” pra ver se ele entende que a banda larga não é pra ser utilizada com o YouTube? No mínimo seria estranho, não? Pois é. Agora coloque-se no lugar desse cara e imagine-se levando tapas pra aprender o que o chefe acha que é óbvio…

Pessoas, em se tratando de criança, temos que pensar em alguns fatores importantes:
Ela busca (e espera) conforto, carinho e segurança dos pais;
Ela precisa aprender a se desenvolver;
Sente-se impelida a descobrir coisas novas (e tudo o que a gente já cansou de ver e de saber são supernovidades coloridas, doces, espaciais e brilhantes pra ela);
Criança punida fisicamente desenvolve medo, não respeito;

O que é “tapinha” para um adulto é tapão para uma criança. Machuca sim, senhor. E decepciona.

Pra mim, esse argumento parece extremamente correto porque eu já tive criança em casa e é claro que eu sei mais sobre educação do que quem nunca teve. Mas acho que, com minha curta experiência, talvez alguns compreendam que, pra educar, a gente tem que esquecer o significado da preguiça, porque é através da repetição, dos exemplos e da coerência com os valores familiares que a criança aprende. Não tem essa de “dar tapinha”. Tem é que dar AMOR. E exemplo.

Lembro de uma vez, quando o Pedro teimava em mexer na televisão. Eu falava e falava e não adiantava. Perdi a paciência e dei um “tapinha” na mãozinha dele. Ele chorou tanto, ficou tão assustado e decepcionado comigo que a dor que eu senti no coração me fez prometer que nunca mais faria aquilo. E nunca mais fiz.
Quem conhecia o Pedro sabe o quanto ele era educado. Às vezes me desobedecia, fazia manha e queria fazer tudo sozinho – como toda criança inteligente e doida pra descobrir mais e mais coisas legais, mas nada que eu não resolvesse na conversa. Essa coisa de pensar que criança não entende o que a gente fala é um erro recorrente. Eles entendem sim, e muito mais do que a gente imagina. Como diz um amigo, o HD é zerado… Claro que de vez em quando é necessário um tempinho de castigo como forma de punição e de mostrar que o que eles fizeram é errado. E mesmo assim, quando digo “castigo”, quero dizer aquele tempinho sentado na cama, pensando no erro e tendo por perto livrinhos que tornem o tempo útil. Olhar nos olhos e posicionarmo-nos à altura deles ao falar também é importante. Mostra que os respeitamos e que confiamos neles.

Se a gente parar pra refletir, dá pra perceber que tudo pode ser conversado, exemplificado. Criança adora história, adora ser personagem e sentir-se respeitada pelos pais. E respeito, como todo mundo sabe, gera respeito. É preciso que se dedique tempo à educação dos filhos e que se tenha paciência, muita paciência. Gritar e dar uns tapas é muito fácil, mas sinceramente, se você acha que educar é pra ser fácil, melhor nem tentar e poupar seus filhos desse comportamento tacanho. Tapa resolve momentaneamente, mas os problemas que ele pode causar são muito maiores do que o vergão que fica na pele.

Vá por mim.

Posted by DaniPassos on outubro 29th, 2007 No Comments

Telemarketing

Todo mundo tá careca de saber que atendimento de telemarketing é uma merda. Não importa o quão grande é a organização que responde por ele, é tudo uma grande e fedida merda.
Os atendentes não falam português e muito menos entendem a nossa língua. São treinados somente dentro do “manual de procedimentos” e no abominável idioma “estarei-estando-verificando”.

Abaixo, um exemplo (que ocorreu com o Marido):


Erika Pereira: Olá Luís Felipe, em que posso ajudar?
O Marido: Olá
O Marido: O frasco do meu Natura Humor caiu no chão, danificando a válvula de aplicação (quebrou aquele canudo branco). O que faço? Como consigo trocar a peça ou o perfume?
O Marido: O frasco ainda está com 2/3 do perfume - que eu e minha esposa adoramos…
Erika Pereira:
Compreendemos, porém não podemos efetuar a troca de um produto quebrado.
O Marido: Tudo bem. Como conserta-lo então?
Erika Pereira:
Luís, como ocorreu este problema?
O Marido:
De novo: o frasco caiu no chão, danificando a válvula. Gostaria de trocá-la para continuar usando o perfume. Se for possível, claro. Se for muito difícil, compro outro - de outra marca.
Erika Pereira:
Entendemos a sua posição, porém não podemos efetuar troca de produtos quebrados, este é um procedimento da empresa.
O Marido:
Não quero trocar o produto, quero apenas consertar a válvula…
O Marido:
A Natura não tem uma solução para isso?
Erika Pereira:
Não vendemos a válvula separadamente.
O Marido: Isso significa: a Natura não tem solução. Certo?
Erika Pereira:
Neste caso não temos.
O Marido: Fantástico. Imagine o cara que compra um carro e amassa a roda. Ele tem que jogar o carro fora porque a fábrica não tem outra para trocar…

Erika Pereira: (silêncio)

O Marido: Obrigado pela atenção.

Posted by DaniPassos on julho 31st, 2007 4 Comments

Verdade incoveniente

Além da verdade que o Al Gore tem bradado aos quatro cantos do mundo, outra já falada há muito tempo não é respeitada por grande parte da população e PELA MAIORIA DOS MEUS AMIGOS MAIS QUERIDOS, ALÉM DA MINHA IRMÃ MORENA.
Como não adianta falar, eu não falo mais. Mas escrever no meu blog eu posso. E devo.
Câncer de pulmão, câncer de boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo de útero. Angina e infarto do miocárdio. Derrame cerebral. Bronquite e enfisema pulmonar. Aneurismas arteriais, úlceras do trato digestivo, infecções respiratórias. Fumantes têm 10 vezes a mais de chances de ter câncer de pulmão. Fumantes têm 50% a mais de chances de terem infarto que os não fumantes. Fumantes têm 5 vezes mais chances de sofrer de bronquite crônica e enfisema pulmonar que os não fumantes. Nos olhos, o fumo produz a ambliopia tabágica, que representa a debilitação do sentido da visão e distorção do ponto de foco visual. Quanto ao olfato, o fumo irrita a mucosa nasal e distorce a função olfativa. Na boca ocorrem os cânceres dos lábios, língua, além de enfermidades nas gengivas, incluindo até perda de dentes. Na laringe, o fumo dilata as cordas vocais, e produz rouquidão, não sendo raro o câncer nesse local derivado do uso do cigarro. Nos pulmões, a sucessão de enfermidades produzidas pelo hábito de fumar é notória: enfisema, bronquite, asma e o mortal câncer pulmonar. No aparelho circulatório ocorrem o aumento da pressão arterial, obstrução de vasos sangüíneos, aumento de colesterol, todos fatores conducentes a ataques cardíacos. Nos órgãos digestivos o fumo produz a úlcera péptica dado o aumento da acidez, além de distúrbios vários no duodeno, e câncer do estômago. No útero, ocorre aceleração das batidas do feto. Os bebês nascem com menos peso e ocorre probabilidade maior de nascimentos prematuros. Nos órgãos urinários pode ocorrer o adenocarcinoma, uma forma de câncer. A qualidade do leite materno é afetada para a mãe fumante, pois substâncias tóxicas são transmitidas à criança, o que lhe causa irritabilidade e transtornos digestivos. Também o hábito de fumar tende a diminuir a quantidade de leite.
Quem fuma não consegue ler esse texto de uma respirada só.
Você consegue?

Posted by DaniPassos on fevereiro 7th, 2007 2 Comments