Archive for the ‘Eu’ Category

Bate-bola com…

Daniela Passos Figueiredo

Vida – paulistana de nascimento e cruzeirense de coração, tem 27 anos e é casada com o jornalista Luís Felipe Figueiredo, amante de carros, com quem divide todas as dores e delícias de um relacionamento há quase dez anos.
Carreira –
Estudou comunicação e formou-se em Relações Públicas no interior de São Paulo. Começou a trabalhar em assessoria de imprensa em 2005. Fora isso, não fez nada de importante do ponto de vista profissional.

Qual é seu lema?

Antes me arrepender do que fiz do que sofrer por não saber o que teria acontecido se tivesse tentado.

Maior orgulho…

Ter dado a luz o Pedro.

Um momento que mudou sua vida para sempre…

Foram dois. O nascimento e a morte do meu filho.

Seu maior tesouro…
As fotos da minha família.

Em quem você daria uma surra?

XXXXXXXXXX (o nome da vítima foi retirado devido à polêmica gerada com minha resposta. ou com a espontaneidade dela.)

Que qualidade mais admira nos outros?

A sensibilidade.

Que qualidade mais admira em você?

A paciência.

Qual o pior defeito que alguém pode ter?

Não saber ouvir.

E o seu pior defeito?

Pensar sempre mais nos outros que em mim.

Qual o maior equívoco que as pessoas têm em relação a você?

Que sou forte.

Qual o palavrão que mais usa no seu dia-a-dia?
Caralho.

O que te dá mais raiva?
Ter minha inteligência subestimada.

Uma mania…
Morder a língua.

Um ídolo…

Não tenho.

Livro preferido…

“Ensaio Sobre a Cegueira”, do Saramago.

Um diretor de cinema…

Quentin Tarantino.

Um filme inesquecível…

“Memórias de uma Mente sem Lembranças”.

Se pudesse fazer algo sem precedentes, o que seria?

Instalaria um “delete” no meu cérebro.

Uma frase:

“É fácil falar quando o outro é que tá fodido”.

Se o céu existe, o que gostaria de ouvir de Deus ao chegar lá?
Olha ali quem está te esperando…

Posted by DaniPassos on outubro 10th, 2007 No Comments

Ando meio introspectiva. Tenho pensado muito na vida e nas coisas à minha volta, mas guardado só pra mim. Refletindo e analisando o que ficou.
Não vou escrever só pra cumprir tabela.

Domingo faz um ano. E eu só penso no que aprendi com tudo isso. Penso no tamanho que isso deixou meu currículo emocional, que agora tá preparado pra bomba que vier. Que se foda. Pode vir que eu não tenho medo.
Fico puta quando coisas ruins acontecem ou quando me decepciono, quero chutar tudo porque não mereço mais.
Mas que venham todas as merdas, que eu não tenho medo de porra nenhuma.

Posted by DaniPassos on outubro 4th, 2007 No Comments

Este blog não aceita mais comentários.

Pode parecer estranha essa nova postura, mas minha intenção é respeitar mais o que eu sinto e o que eu quero dizer. Cheguei a um ponto em que escrevia para os outros, e essa, definitivamente, não era a idéia inicial. Quando resolvi publicar um blog, pensava em expor minhas opiniões do jeito que minhas emoções quisessem, e não em me preocupar com a pauta seguinte.

Gostaria que meus leitores e amigos queridos entendessem que não abrir para comentários é uma forma de respeito à minha independência de escrever o que me der na telha sem pensar se isso gerará comments ou não. Assim minha criatividade trava. É muita cobrança, e minha vida já é difícil sem isso.

Tenho momentos criativos, outros apáticos, outros tristes, outros irônicos que só eu entendo. É difícil ser interessante o tempo todo, mas sempre acabo esperando por comentários, mesmo sabendo que um monte de gente lê o blog e não comenta. Para evitar isso e não bloquear aquilo que eu quero escrever, no more comments.

Posted by DaniPassos on setembro 26th, 2007 No Comments

Cuca torrada.

Não consigo escrever nada de interessante.
Nada que eu goste de ler.

Só consigo pensar agora nesse calor da porra. Até pensar faz a gente suar nessa porra de temperatura de forno rápido.
Odeio calor. Odeio.
Odeio sol na cara, roupa colada de suor, cheiro de gente suada.
Odeio setembro porque tá perto de novembro e dezembro. E pra chegar abril ainda demora. E nessa porra de país tropical o verão já começa em setembro e termina lá no início de abril. São quase trezentos e doze meses de sol a pino. Delícia.

Voto pelo chuveiro no escritório.
Voto pelo ar-condicionado portátil.
Voto pelo uso de shorts, regata e chinelo no trabalho.
Voto pela escravidão de homens lindos, fortes e mudos para me abanar, fazer massagem relaxante e trazer água de coco gelada a cada 20 minutos.

Posted by DaniPassos on setembro 20th, 2007 2 Comments

"Sometimes I feel so happy… Sometimes I feel so sad…"

O saco é que esses altos e baixos da minha vida nunca são pra valer. É como um limbo. Se estou feliz, nunca estou completamente e vice-versa. Nada é tão completo: nem a felicidade e nem a dor são capazes de me engolir. É uma situação meio apática essa. É como se do alto, algo insistisse em me puxar pra baixo, e de baixo, algo insistisse em me puxar pra cima.
Tem dia que eu me divirto, que realizo coisas legais. Mas nada tão absoluto.
Tem dia que eu não queria sair da cama, que me sinto inútil e infeliz, torcendo pra minha hora chegar logo, mas nada tão absurdo.

Confuso, não?
Vem ser eu por um dia pra você ver.

Posted by DaniPassos on setembro 19th, 2007 2 Comments

Preciso descobrir onde tá meu botão do foda-se

Sentimento de culpa é uma merda.
Remete a inferioridade, a falta de amor-próprio e de confiança no próprio taco.
Tenho esse problema com tudo na minha vida. Sempre acho que tenho que fazer tudo certo e que o mundo me julga o tempo todo. Provavelmente, isso vem de bem antes de eu ser gente e tem a ver com os valores que me foram passados. Mas não é o que eu quero.
A questão interessante é que meu consciente vive brigando com o inconsciente, e enquanto eu sei que a maioria das minhas culpas (se não todas) tem base na mais pura besteira, sinto lá no fundo que devo algo. Sempre, sempre. E toda vez acabo me preocupando mais com os outros e com o que esperam de mim do que com o que eu penso.
Quem sai perdendo?
Eu, que me sinto travada a cada vez que me dá na telha fazer algo só pra me agradar, sem ligar para o que os outros pensam.
Que coisa.

Posted by DaniPassos on setembro 6th, 2007 2 Comments

Haja…

Ela vem ao menos uma vez por ano. Escolhe um cantinho bem bonito e monta acampamento. Gosta de umidade e de exposição à luz e aos olhos de quem quer que passe pela minha frente.

Visita sem avisar.
Fica geralmente por uma semana.
Nunca é convidada e muito menos bem vinda.
Sacana, prefere datas próximas a grandes eventos para aparecer só pra atrapalhar meus planos: vésperas de festas de formatura, dia dos namorados, natal, viagem a Buenos Aires. Acaba com o meu humor, deixa toda a área ocupada dolorida e extremamente feia.

Quem é essa chata inconveniente?
A pereba.
Aquela que dá o ar da graça todos os anos na minha boca e me deixa com cara de entulho.

Posted by DaniPassos on agosto 7th, 2007 5 Comments

Eu hoje. E em todos os últimos dias.

* Embora já tenha feito milhões de avatares South Park, a idéia de colocar no blog eu surrupiei do 1Worklover, que tem aqui seus créditos.

Posted by DaniPassos on julho 12th, 2007 2 Comments

Yaaaawn…

Qualquer tratado médico, bula de remédio e revistinha de um real diz que o ser humano precisa de oito horas diárias de sono para a manutenção da própria saúde.
Há quanto tempo não durmo por oito horas seguidas?
Já me falha a memória.
Há quanto tempo não sinto meus olhos espertos e minha vista clara e confortável?
Já me falha a visão.
Há quanto tempo não durmo direto, sem acordar com as bostas dos caminhões que insistem em fazer curvas às 02h30 da manhã numa esquina que tem pouco espaço pra isso?
Já me falha a paciência.
Há quanto tempo não consigo dormir sem protetores auriculares?
Jesus. Já me falha a faculdade de dormir bem, algo que fazia parte da minha personalidade até pouco tempo atrás.
Minha saúde está comprometida.

E eu estou com muito, muito sono.

Posted by DaniPassos on julho 3rd, 2007 2 Comments

A arte de Chutar o Balde

Quero deixar uma coisa clara aqui: de vez em quando, é imprescindível para o satisfatório encaminhamento da vida dar um bom chute no balde. Chutar mesmo, com gosto. Não fazer só uma pequena manifestação, mas dar uma boa bica e ir contra tudo o que se espera de uma pessoa disciplinada e certinha como você.
Afinal, chutar o balde é uma arte. E sinônimo de tosquice plena.

Por exemplo, passar a tarde toda sem comer nada é um excelente empurrão para um magistral chute de balde.
Cá estou, de dieta – como na maior parte da minha vida (não sei porque ainda não desisti de tentar me enquadrar em padrões que não são meus…. enfim). Almocei um belo prato de salada de folhas com batata e carne cozida (superlight e saudável), depois de um café da manhã composto, basicamente, de 1 potinho de Activia e 4 morangos picados (superlight e saudável). Eis que, às 16h30 me bate uma fome desesperadora. Oh! Que faço?
A opção mais correta seria comer uma barrinha de cereal, talvez tomar um suco ou comer uma fruta. Mas, como sabemos bem que nada dito light mata a fome e essa história toda de que só precisamos de calorias é uma grande enganação (se fosse assim, viveríamos de comprimidos e seríamos todos completamente infelizes), chute logo o balde e mande dois “salgado” e uma coca-cola. Se um dos salgados for frito, então, isso é que é categoria. Gol de placa. A coca pode ser light, tudo bem (e não porque é light, mas porque eu prefiro coca light à normal). Chutei o balde.

Mas, como diz o sábio ditado, “Fodido por um, fodido por mil”.

E a fome? Já era.
Hehe.

Posted by DaniPassos on junho 26th, 2007 6 Comments

If you don’t know where you’re going, any road will take you there…

O jeito é deixar a vida acontecer. Esquecer dos problemas, dos poréns, dos “e se” que ocupam meus pensamentos e me enchem o saco. Pensar no que me faz bem e no que me move, no que eu acredito que tenha vindo fazer aqui. Entender que as coisas darão certo (como sempre dão. Salvo algumas intervenções do destino que podem alterar todo o curso da minha vida, claro, com algum propósito, as coisas sempre dão certo).
A vida não se planeja… Eu é que preciso abrir espaço, dar chance para que ela aconteça, e depois dar um jeito com tudo o que ela põe no meu caminho.

Se viver intensamente não é isso, não sei o que estou fazendo.

E afinal, saber pra quê?…

Posted by DaniPassos on junho 15th, 2007 2 Comments

Calma, Daniela.

Ontem fiquei presa no elevador.
Voltava da terapia, eram 22h30, estava no pau da viola e doida pra tomar um banho e dormir.
Chegando no hall do prédio, ouvi umas risadas e quando a porta do elevador abriu saíram 8 pessoas de dentro dele, todos falando pra terem cuidado com o degrau, porque o bichão parou cerca de 20cm mais pra baixo.
Na hora pensei: “Hahaha. Super engraçado. Esse elevador é pra uma carga máxima de 6 pessoas! Por isso ele arriou, suas antas de cadarço cor-de-rosa!”. Bom, só pensei e dei boas noites.
Ignorando minha acertada intuição (herança do meu sangue indígena), entrei no bendito elevador e apertei o oito. Subi, subi e de repente veio o solavanco: blam! Parou. A porta fazia que ia abrir, forçava, não conseguia e fechava. E eu entre o sete e o oito. E os solavancos da porta abrindo e fechando.
Calma, Daniela.
Apertei o alarme e o tio da portaria: “parou?”
Eu: “parou! Tô presa entre dois andares!”
Ele, solícito: “peraí!”
Calma, Daniela.
Não tenho medo de ficar presa em elevador, não sou claustrofóbica. Mas tenho pavor daquele negócio despecar, porra! E se cai? O que eu faço? Pulo na hora do impacto? Prendo os pés de um lado e as mãos do outro que nem um macaco? Afe.
Comecei a ouvir o elevador do lado funcionar, e já imaginei uma equipe de resgate. O porteiro, provavelmente, tinha chamado alguém pra ajudar. Deveria ter alguém, em algum lugar, de plantão para essas situações.
E eu esperando. Já parecia que estava lá há horas. Aí, acho que pra me distrair enquanto esperava entre a salvação e a morte no fundo do poço, o tio ligou o rádio do elevador.
Tocava Djavan. Dei risada pensando: eles deveriam ter um plano de emergência com o nome de cada morador do prédio e sua preferência musical. Se a intenção era me relaxar, conseguiram o contrário: Djavan me estressa.
Esperei mais um pouco, a porta dando solavanco e meu coração acelerado, quando vi o tio abrindo a porta de cima.
Ele: “vixe! Tá parado no meio!”
Eu: “pois é…”
Ele: “vou lá no sete!”
Eu: “tá…”
Não tinha ninguém com ele. Minha vida estava nas mãos do tio da portaria.
Aí ele abriu a porta de baixo, e eu, com a calma de uma monja tibetana, ajudei-o a empurrar a porta do elevador. Abrimos, dei minhas coisas pra ele e me abaixei pra pular.
Ele: “cuidado, pule pra frente!”
Eu: “ah, tá. Chegue pra direita que eu pulo”, toda corajosa.
Ele: “olha o buraco! Se incline pra frente!”
Eu: “ooopa!”

Pronto.
Saí sã e salva e meu coração voltara ao normal. Não graças ao Djavan, mas ao tio da portaria.

Posted by DaniPassos on junho 6th, 2007 6 Comments

Por hoje eu não vou beber

O tempo passa e às vezes nem percebemos como mudamos.
Eu, que adoro confessar coisas, confesso que estou ficando madura. Não direi “velha” porque a palavra ofende alguns e remete à idéia de rugas e cabelos brancos, que não são o meu caso.
Digo que estou ficando mais madura porque além de estar quase nos trinta e pertinho dos quarenta-quase-cinquenta-olha-os-sessenta aí!, alguns comportamentos mudaram, outros se acentuaram e eu hoje sou muito diferente do que era há mais de dez (!) anos. Tá bom, é óbvio (outro termo que uso com freqüência) que todo mundo muda. Mas que é engraçado quando a gente percebe, é.
Por exemplo, no que diz respeito à bebida. Eu costumava beber muito mais. Nunca fui uma pinguça, mas minha vida social era, digamos, encharcada de cerveja. E minhas noites duravam muito mais. Quantas vezes ficamos até seis da manhã no sítio do Ricardo? Fora as baladas. Fora as noites de sexta e que no dia seguinte eu só passava em casa pra tomar um banho e ir trabalhar. Tempo bom, mas que eu não posso nem pensar em retomar.
Hoje não agüento mais nada. Talvez o fato de a maioria das cervejadas das quais participo ser na minha casa ajude, porque minha cama quentinha e fofinha está logo ali. Acabou que eu virei a rainha da “saída à francesa”. Ninguém viu e pum: dormi.
Meu sono, sim, esse me motiva. Tanto que acordo toda manhã pensando em dormir mais cedo na noite seguinte, pra poder aproveitar mais. Só eu mesmo.
Descobri também que não posso misturar mais nada com nada também. Vinho com cerveja eu já não misturava antes, porque desde os 17 (quando tomei o pior porre da dupla da minha vida) tenho juízo. Mas agora, nada com nada. Se não, é montanha-russa no escuro na certa.


Horrível!

Posted by DaniPassos on maio 28th, 2007 3 Comments

O ócio é criativo

Por isso não tenho tido tantas idéias para posts diários: eu saí do ócio. Agora tenho coisa pra fazer. Um monte de jornais pra ler, sites pra pesquisar, ligações, reuniões, treinamentos.
Mas preciso deixar claro que tudo o que eu queria era ter prazer em trabalhar e é isso o que vem acontecendo. É bom chegar em casa à noite, cansada, sabendo que produzi alguma coisa…
Tenho várias metas ainda a cumprir na minha nova vida. A primeira delas era arrumar um trabalho com o qual me identificasse. Agora, as outras serão atingidas tranquilamente, uma atrás da outra, como conseqüências da minha atual realização particular.
Sinto-me útil de novo. E isso está me fazendo muito bem.
Além disso, o fato de não encarar mais a linha vermelha do metrô todo santo dia é um puta de um plus nessa minha alegria renovada.

Eita.

Posted by DaniPassos on maio 17th, 2007 6 Comments

O que é o Truco sem o blefe?

Sabe aquele ditado “quem não arrisca, não petisca”? Pois é. Acredito muito nele.

Em tudo na vida é preciso arriscar. Arriscar perder o amigo, mas dizer algo que ele precisa ouvir. Arriscar um caminho alternativo pra tentar fugir do trânsito. Arriscar sair sem guarda-chuva. Arriscar um jogo na loteria. Arriscar subir num ônibus diferente só pra descobrir a rota que ele faz.

Eu sou assim. De arriscar. Não tenho medo de nada. Deve ter algo no mundo de que eu tenha medo, mas ainda não sei o que é. Gosto disso. Só o que pode acontecer é as coisas darem errado. Acho que se não arriscar, minha vida girará em círculos até que eu fique velha e não tenha mais muitas escolhas pela frente. Sempre precisamos tentar se quisermos muito alguma coisa, seja ela o que for. Já dei com a cara na parede muitas vezes, já ouvi milhões de nãos e tomei diversos tombos. Mas estou aqui, não estou? E só cresço com isso.

Arriscar e errar só me faz bem. Aprendo o que devo ou não fazer, como devo agir, o que não falar. Tudo bem que na hora em que as coisas dão errado é chato e tenho que começar tudo de novo, sempre de um jeito diferente, mas o risco dá mais brilho à vida. Não digo pular de para-quedas ou dirigir a 200km/h, e não que eu não curta adrenalina, mas diante do que eu estou falando isso é pequeno. Acredito que arriscar na vida é muito mais emocionante. Nunca tive medo de topar com o inesperado e acho que isso é uma qualidade em mim.

Posso estar errada, mas se não arriscasse, minha rotina seria uma chatisse completa.
E eu nunca jogaria truco.

Posted by DaniPassos on maio 4th, 2007 5 Comments