Cheguei aqui e vi teia de aranha. Cheiro de naftalina. Palidez.
Esse blog tá abandonado.
São 21h57 de domingo, dormi um pouco à tarde (depois de um passeio gastronômico pela feirinha da Liberdade), acordei, assisti ao Wall-E e agora tô dando um jeito na cozinha, que tá um caos também.
Ainda bem que blog abandonado não dá bicho, porque se eu deixasse a cozinha assim, deus-me-livre.
Anteontem assisti ao “Blindness”, filme do Fernando Meirelles, baseado no “Ensaio sobre a cegueira”, do Saramago. Experiência incrível, angustiante e assustadora, assim como o livro, que li há alguns anos. Gostei. Recomendo. E pra quem curte animação, recomendo o Wall-E também.
Deixa eu ver o que mais tenho pra contar….
Bom, estou em busca de um apartamento pra alugar em São Paulo. São Caetano é legal, boa cidade pra morar e tudo, mas é muito longe do meu trabalho e eu perco tempo demais no trânsito. Às vezes me pergunto se quando conseguir mudar e ter mais tempo, aproveitarei direito o tal do “tempo livre”. Será? Espero que sim.
O milho já deve estar cozido, “Do you love me?” tá rolando e eu preciso cortar meu cabelo.
Posted by DaniPassos on fevereiro 8th, 2009
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Tem gente que tem medo de ficar velha. Eu não.
Não tenho mesmo. Acho até que tenho vontade de chegar logo lá só pra ver qualé.
Não tem nada a ver com vaidade, afinal, sou muito vaidosa também, uso creminhos mil, cuido do cabelo e tudo mais, mas nada paga a experiência que o tempo traz. E se eu já sei disso aos 29, imagina o máximo que vai ser quando eu tiver 70?
Não sei se segurarei a onda das rugas, da flacidez e dos cabelos brancos sem uns cuidados extras, mas é a experiência que pesa pra mim quando o assunto é ficar velha ou não. Todo mundo fica velho. Até o Marido vai ficar velho comigo e sempre vai ser mais velho que eu.
Claro que é provável que um dia ele chegue à fase de sonhar com moçoilas firmes e novinhas e de pele lisinha enquanto eu já serei bem rodada, mas ele já sabe que, como diria o bom e velho Sérgio Reis, panela velha é que faz comida boa.
E eu, cada vez mais experiente, continuo no meu caminho sem medo, rumo à perfeição.
Posted by DaniPassos on janeiro 21st, 2009
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Mais um ano que vem e eu já sei de quase tudo o que rola no BBB9.
Isso é péssimo de um lado, mas genial de outro. O dia em que eu conhecer alguém capaz de bolar uma estratégia de marketing esmagadora como essa morro feliz.
É impressionante. Eu não vejo TV, não acompanho as chamadas da Globo e muito menos quero saber dessa bobajada, mas não dá pra ignorar. Todos os portais de notícias, todas as revistas semanais, todas as pessoas à minha volta falam nisso. E todo ano é a mesma coisa: eu decido solenemente virar as costas para o BBB, ele pula na minha frente como se fosse um pop-up (isso quando não é pop-up mesmo) e ao final da temporada eu sei o nome de todos os participantes idiotas, os vencedores de todas as provas idiotas e o ganhador do milionário prêmio mais idiota já inventado pelo mundo do entretenimento.
Haja saco.
(e vai texto sem links, porque não sou eu que vou aumentar a audiência dessa merda)
Posted by DaniPassos on janeiro 19th, 2009
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Este título, a princípio, pode causar mau entendimento em relação ao que eu penso sobre mim mesma. No entanto, a idéia não é falar que eu que sofro pra ficar bonita – ou se sou ou não sou, não é essa a questão –, mas que toda mulher sofre, chora, incha, perde sangue, ganha calos, tem trombose, fica ardida – até fedida às vezes – leva tombo e encara toda ordem de constrangimentos e torturas pra se encaixar num padrão básico de beleza. E isso, meus amigos, é um saco.
Depilação, sobrancelha, alisamento, limpeza de pele, roupa apertada, sutiã que machuca, sandália linda, salto-alto. Este último, particularmente, é meu inimigo íntimo. Vocês não imaginam como fica meu pezinho. Justo eu, que sempre fui uma garota-tênis-e-meia-de-algodão. Não aguento (Go, Dani, Go! por dentro das novas regras gramaticais) salto. Tudo bem que salto alto dá um up nas pernas, deixa o andar mais gracioso e estampa na figura da mulher um ar ainda mais feminino, mas olha: dói pra chuchu.

Isso é o que as pessoas vêem.

Isso é o que eu sinto!!!

Imagine os gastos com Band-Aid.
Posted by DaniPassos on janeiro 14th, 2009
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Ok. Passou o Natal, estou em férias coletivas, amanhã tem aniversário do Marido e em seguida, ano-novo. Além disso, logo tem o meu aniversário também (e salve o quase-trinta).
O mais legal de tudo é observar como o tempo passa. Caramba. Passa rápido… e isso é ótimo, porque embora ele traga rugas, pele flácida e marcas de expressão - além de consolidar para todo o sempre todas as chatices que a gente desenvolve durante a vida - ele traz experiência, entendimento, paciência e conforto diante das adversidades que enfrentamos todos os dias. Claro que umas são absurdamente mais sérias e marcantes do que outras, mas ele age da mesma forma em todos os casos. Acaba que o tempo é o maior aliado que as pessoas têm pra superar qualquer coisa (qualquer coisa mesmo), só que nem todo mundo sabe disso. Falei da experiência, não falei? Pois então.
Dizem que a única certeza que temos na vida é que vamos morrer um dia.
Já eu tenho duas certezas absolutas: que eu vou morrer um dia e que o tempo passa (graças a deus).
2008 foi muito bom pra mim. Que venha agora 2009.
Posted by DaniPassos on dezembro 29th, 2008
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Querida Madonna,
Hoje sou sua fã mais do que nunca. Enfrentei enchente, tênis molhado, paguei cinco paus num saco de supermercado pra colocar na cabeça, matei a fome com pipoca molhada, agüentei cheiro ruim e esperei, com paciência, seus rodies enxugarem a passarela com toalhas de banho por mais de uma hora (30 minutos o catzo) – enquanto a turba não parava com aquela chatice de “hola!”. Além disso, ainda tive que agüentar o emputecimento do Marido que não conseguia voltar pra casa depois de me levar.

Na ordem: Lia-amiga-pra-todas-as-horas, Dani Campos (cujo marido levou e buscou a gente) e eu, todas encharcadas e felizes da vida.
Aí, você fez duas coisas que foram o máximo: um pré-show durante a passagem de som enquanto a galera ainda entrava no Morumbi.
Nem acreditei que aquela formiga loira era você mesmo.
Depois, fez um dos shows mais legais que já assisti na vida. Lindo. Amei. Foi exatamente o que eu esperava. E não fez playback! Hahahaha…. Podem falar o que quiser, mas ontem você não fez. Aquilo era apoio, não playback, porque você cantava mesmo.
ADOREI.
Valeu, véia.

Posted by DaniPassos on dezembro 22nd, 2008
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Não é de hoje que eu não gosto de revistas femininas. Daquelas que pregam que a mulher tem que ser linda, magra, descolada, independente, auto-suficiente no sexo, conhecer todos os 38 pontos-G (inclusive aquele que fica entre o mindinho e o anelar), transar com o chefe no escritório e ainda saber de cor as cinco maneiras de convencer o bofe a topar o fio-terra.
É, não gosto mesmo.
O pior é que algumas dessas publicações fazem questão de passar uma “geral” em todos os assuntos possíveis – porque mulher alfa é mulher informada – e aí soltam umas pérolas lindas.
Michel Gondry é um cineasta francês, que tem entre suas produções aquele que é um dos melhores filmes que eu já vi: “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”, além de vídeo-clipes de nomes como Björk, Massive Attack, Radiohead, Chemical Brothers e Beck.
Segundo li na IstoÉ da semana passada, a última produção do Michel Gondry, Be Kind Rewind (quase que literalmente o aportuguesado “Rebobine, por favor”) é um filme que propõe uma volta ao filme analógico, ou melhor, ao tempo em que se fazia cinema como uma experiência coletiva. Como diz o próprio diretor “é claro que a internet conecta as pessoas, mas a comunicação é realmente diferente quando se está em contato. É importante sair de casa e encontrar as pessoas para fazer um filme”.
Eu já sabia um pouco sobre esse filme e estou interessadíssima em assistir. Aí, quando comprei a Marie Claire pra ler uma entrevista da Carla Bruni e um especial sobre a Madonna, deparei-me com a pérola:
“É uma sátira inteligente sobre pirataria”.
Ótima resposta pra um primeiro encontro, mulher. Antenadíssima.
Tem uma resenha boa aqui: Cinema em Cena
Posted by DaniPassos on dezembro 15th, 2008
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Posted by DaniPassos on dezembro 14th, 2008
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Bem feito. Quem manda eu ter mania de acompanhar as notícias das celebridades? Hahaha. Eu devia era ter vergonha.
Eis que hoje descubro que a minha preferida - a Melancia - acaba de lançar um novo funk para, conforme a nota, “desancar as mulheres invejosas que a criticam“.
Eu não tenho inveja, tenho bom senso. E paúra. Deus me livre. Mas agora, torcendo para o mantra que ela vai colocar na boca do povo torne-se realidade, vou continuar falando mal dela.
“Eu sou muito boazinha
te ensinando,
não esquece:
quanto mais falar de mim,
mais a minha bunda cresce”
Vai, bunda. Vê se cresce, cresce bastante e explode. Aí essa anta some do mapa.

Posted by DaniPassos on dezembro 8th, 2008
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Resolvi dar nome à minha insatisfação. Ela agora se chama Dalva. Não é aquela insatisfação que faz bem, estimula e faz crescer. É a insafistação consigo mesma, a que torna mais importante a vida alheia do que a sua própria. É algo ruim, claro, que eu faço de tudo pra manter longe de mim, mas que existe e parece que às vezes tira o dia pra me aporrinhar.
A Dalva surgiu na minha vida sei lá como. Será um encosto? De vez em quando ela aparece.
Mas já sei como expurgá-la.
Porque, veja, não há espaço para a Dalva hoje. Eu trabalho tanto, vivo tanto - e tenho tantas coisas a mais para pensar - que o máximo que a Dalva consegue é isso: um comentário no meu blog. É o que basta para ela, é o que a sacia. A insatisfação é estranha, porque uma coisinha qualquer, uma migalhinha pode ser o bastante. Paradoxal? Pois é. Mas a vida não é assim?
O lado bom de nomear minha insatisfação - ou será mesquinharia? baixeza? ou tudo isso junto e mais um pouco? - é que ela assume um tamanho. E vou lhe dizer: é bem menor do que parece. Outra vantagem é que, agora, poderei dar nome ao motorista mal-educado, às vezes em que perco o ônibus, às más amizades, às pessoas que cutucam o nariz. “Ô Dalva!” soa mil vezes melhor que um palavrão.
A Dalva é o que há de mais baixo no ser humano. É insegura, pequena, faz cocô com dificuldade e tem espinha. Cheira mal, tem furúnculo e pêlo encravado na virilha. Ela resume tudo o que o ser humano odeia em si mesmo e na própria vida insossa. É uma hiena. E morre com uma porrada só.
Sou muito mais feliz agora que dei nome pra Dalva.
Posted by DaniPassos on dezembro 2nd, 2008
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Beije muito. Aproveite todos os momentos, ame bastante, tenha amigos, seja uma pessoa boa, invista nos relacionamentos, coma o que tem vontade, compre o que der na telha, sonhe, corra, aventure-se, divirta-se, experimente coisas diferentes, acredite, arrisque-se, tente, erre, tente de novo.
Porque a vida é muito curta.
Posted by DaniPassos on dezembro 1st, 2008
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Posted by DaniPassos on novembro 25th, 2008
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Mais uma da igreja católica:
Após espera desesperada dos fãs e dos membros ainda vivos do grupo, piquetes, campanhas, cartas e abaixo-assinados inflamados, o Vaticano resolveu ‘perdoar’ John Lennon (e os Beatles) pela sacrilégica frase:
“Os Beatles são mais famosos que Jesus Cristo”.
Ufa.
Agora sim, John e George estão lá no céu, felizes e satisfeitos com as novas acomodações.

Posted by DaniPassos on novembro 22nd, 2008
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Não adianta.
Por mais que eu tente, arrisque, combine peças de várias formas, não consigo me acostumar a usar “roupa social”. Odeio. Não combina comigo. Porque eu sou stylish.
Juro. Parece que além de me enganar com a pompa corporate, a impressão que eu tenho é de que as pessoas me olham e pensam: “tem alguma coisa falsa aí”. Claro que tem! Eu não SOU assim. Sou de outro jeito.
“Roupa social” não combina com cores fortes, não combina com sapatos estilosos, não combina com delineador debaixo dos olhos. Não combina com o preto que eu adoro usar, porque “roupa social” inteira preta me deixa com cara de corvo. E o visual “stylish-black” é a minha cara. Não combina com o meu cabelo desfiado meio castanho-meio-loiro, não combina com o meu comportamento, não combina com minhas formas carnudas. Porque eu sempre fui além da magreza (e sim, isso é um eufemismo pra “gordinha”), e “calça social”, “camisa por dentro”, cinto, relógio com pulseirinha de couro e coque, definitivamente, me encobrem.
E só eu sei como eu demorei pra me descobrir.
Uh!
Posted by DaniPassos on novembro 13th, 2008
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Tem dia que eu estou mais dispersa que o normal.
Digo normal porque minha percepção do mundo é um pouco diferente dos outros mortais. Sou uma moça especial. Pelo menos eu acho isso, e é melhor do que pensar que tenho uma doença no cérebro.
Hoje tá assim. Tudo chama a minha atenção e eu não consigo me concentrar numa atividade só. Eu me concentro, mas em várias coisas ao mesmo tempo e parece que não vou conseguir finalizar nenhuma. É como se eu me fechasse no meu mundo junto com tudo o que eu tenho pra fazer, e confiasse somente no silêncio proporcionado por essa “levantada de vidros” pra me fazer concluir alguma coisa.
Mas no fim eu sempre consigo.
Posted by DaniPassos on novembro 10th, 2008
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